Bolsonaro chama de “porcaria” projeto sobre maconha para uso medicinal

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Nesta terça-feira (11), em conversa com alguns apoiadores, o presidente da República, Jair Bolsonaro, chamou de “porcaria” o projeto sobre usar maconha para uso medicinal. O documento ainda está em análise pela Câmara de Deputados e é nomeado por Projeto de Lei 399/2015. 

“Hoje, uma comissão da Câmara vota a liberação da maconha. Tem o veto depois, é difícil… Eles agora podem até aprovar, sem ser o voto nominal, mas tem o veto”, afirmou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada. “Ridículo até, né? Um país com tantos problemas, o cara desperdiçando força para votar uma porcaria de um projeto desses.”

Bolsonaro contra maconha e fins medicinais

Diversos estudos científicos comprovaram que o uso de alguns elementos da maconha podem ser utilizados para o tratamento das dores que são provocadas por câncer. Autistas em graus mais graves podem utilizar os medicamentos tendo como base canabidiol (CBD) e o tetra-hidrocanabidiol (THC) para diminuir os níveis de estresse e ansiedade. 

De acordo com a jornalista Amanda Gabriele, o uso do canabidiol pode auxiliar para a cura da Covid-19 e o alívio dos sintomas. A pesquisa foi publicada em um jornal estadunidense. A substância se faz ainda mais importante porque ajuda a controlar a pressão arterial e as inflamações causadas pelo vírus.

Luciano Ducci (PSB-PR) prevê que a população possa plantar qualquer espécie da planta, sem ser apenas para os fins medicinais, mas também para o uso de empresas e também para as pesquisas científicas que são produzidas em maior escala pelas universidades federais e particulares. 

O intuito era que a votação ocorresse ainda nesta terça-feira (11), mas adiaram ao informar que pretendiam ter mais tempo para analisar o documento e ver qual seria a viabilidade de aprovação. 

Antes mesmo de se tornar presidente da República, Bolsonaro já criticava o uso da maconha no Brasil, apesar de não ser usada apenas para fins de recreação. No país, há a venda do produto de forma ilegal para cigarros. O produto, que é considerado uma droga, não é bem aceito. 

No dia 02 de maio, o portal Metrópoles informou que Goiânia criou uma lei para aprovar a maconha com intuito de tratar os pacientes. 

 

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