A preocupação com a política “Covid Zero” adotada pela China

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Líderes mundiais têm se mostrado preocupados com a política “Covid Zero” adotada pela China no combate à pandemia. Na contramão de todo o mundo, a China ainda se utiliza de lockdowns para conter o avanço das novas variantes da Covid-19, com restrições que afetam os principais centros econômicos chineses.

Tais restrições começaram ainda em abril, após os casos de covid-19 terem disparado no país. De acordo com especialistas, a manutenção dessa política restritiva pelo governo chinês está associada à baixa imunidade da população chinesa em relação à doença, visto que o governo não quis utilizar vacinas a não ser a Sinovac e CanSino, menos eficazes que a vacina da Pfizer.

Além disso, alguns especialistas apontam também que, devido a política de covid-zero, a dispersão do vírus foi em baixa escala se comparada ao ocidente e, com isso, a população não criou uma “imunidade natural” que, somada a vacina, tem capacidade de garantir uma boa proteção ao vírus. É uma estratégia adotada pelo país para que não haja grande dispersão e a criação também de novas variantes dentro do seu território.

Com isso, diferente do ocidente, a China não oferece sinais de querer “conviver com o vírus”, o que tem preocupado diversos países, visto que, lockdown na China significa interromper diversas cadeias globais de distribuição.

Reflexo nos investimentos na China

Diversos grupos que representam empresas ocidentais apontam que os rígidos bloqueios aplicados pela China estão prejudicando os investimentos, o que tem forçado a realizar um redirecionamento de capital da segunda maior economia do mundo para outros países.

Nesse sentido, mais de 50% das empresas americanas diminuíram ou realizaram redução de investimentos no país asiático devido ao surto de covid-19, segundo uma pesquisa publicada pela Câmara Americana de Comércio na China.

A Câmara de Comércio da União Europeia na China também realizou uma pesquisa e, de acordo com ela, 23% das empresas europeias consideram transferir seus investimentos para fora da China, o que representa a maior proporção em uma década.

Xi Jinping irá manter estratégia apesar de seu custo econômico

O presidente chinês, Xi Jinping alertou que a política será mantida, apesar dos custos relacionados à economia. Com isso, economistas já apontam que a China caminha para um período de crescimento fraco no país.

Algumas PMIs oficiais já apontaram contrações nos setores manufatureiro e de serviços pelo segundo mês consecutivo em abril, sendo os menores números desde o início da pandemia ainda em 2020. A produção de cimento esteve em 40% da capacidade total, já a exportação de smartphones teve queda de 18% no primeiro trimestre, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Dessa forma, os impactos da desaceleração da economia chinesa têm impacto em todo o globo, visto que se soma ao cenário de crescimento de inflação junto aos temores de recessão dos EUA e dos países da Europa devido à guerra entre Rússia e Ucrânia. A China é um importante motor da economia global e, um crescimento fraco do país asiático irá representar uma grande queda nos demais mercados.

 

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