Vendas no comércio crescem pelo 4º mês seguido, mas perdem força

Avanço em abril é o menor do ano, e ritmo de ganhos fica mais fraco com o passar do tempo, mas vendas seguem acima do período pré-pandemia

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volume de vendas no varejo brasileiro cresceu 0,9% em abril deste ano, na comparação com março. A saber, esse é o quarto resultado positivo consecutivo registrado pelo comércio, ou seja, todos os meses de 2022 estão com vendas maiores que o mês anterior.

No entanto, vale destacar que o ritmo de crescimento vem diminuindo a cada mês. Veja abaixo as taxas de crescimento do volume de vendas do comércio brasileiro de janeiro a abril deste ano:

  • Janeiro: 2,4%;
  • Fevereiro: 1,4%;
  • Março: 1,4%;
  • Abril: 0,9%.

Com isso, as vendas do comércio varejista do país cresceram 2,3% nos quatro primeiros meses do ano, em relação ao quadrimestre anterior. Em 12 meses, a taxa de crescimento acumulada ficou ainda mais tímida, em 0,8%. A propósito, os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE e divulgada nesta sexta-feira (10).

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Crescimento é desigual entre as atividades do comércio

De acordo com o IBGE, as vendas do comércio varejista continuam firmes no país. Contudo, o volume é desigual entre as atividades pesquisadas.

“Os quatro meses do ano foram positivos, mas vêm em trajetória decrescente: de 2,4% em janeiro para 0,9% em abril. O crescimento é consistente, porém desigual“, explicou Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

“Como um todo, o comércio varejista está 4,0% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Mas entre as atividades está desigual”, acrescentou.

Em suma, as atividades que estão com destaque positivo, apresentando volume de vendas superior ao registrado em fevereiro de 2020, último mês antes da pandemia da covid-19, são:

  • Artigos farmacêuticos (+17,7%);
  • Material de construção (+9,1%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+7,3%).

Por outro lado, os segmentos que ainda não conseguiram se recuperar da crise sanitária e estão com vendas inferiores ao período pré-pandemia são:

  • Equipamentos e material de escritório (-11,7%);
  • Móveis e eletrodomésticos (-10,7%);
  • Tecidos, vestuários e calçados (-8,6%). 

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