Redução dos preços no atacado deve impulsionar vendas no varejo

CNC projeta avanço de 1,1% no volume de vendas do comércio varejista brasileiro em 2022; consumo presencial continua crescendo

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O varejo brasileiro vem sofrendo os impactos da pandemia da Covid-19 desde 2020. A forte queda das vendas do segmento nos últimos anos aconteceu, principalmente, devido à redução da circulação de pessoas e ao aumento dos preços. Contudo, ambos os fatores estão seguindo novas trajetórias.

Em resumo, o país vem registrando taxas cada vez mais baixas de casos e mortes provocados pelo novo coronavírus. No último domingo (17), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o fim da emergência de saúde por Covid-19.

Na verdade, as medidas restritivas vinham sendo flexibilizadas nas últimas semanas, indicando uma melhora no quadro da pandemia. E este fato está impulsionando cada vez mais a circulação das pessoas nas ruas e, consequentemente, o consumo presencial.

É em meio a este cenário que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou suas estimativas para as vendas no varejo brasileiro em 2022. A saber, a entidade elevou de 0,5% para 1,1% a expectativa de crescimento das vendas do segmento neste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo cresceram 1,1% em fevereiro, segundo avanço consecutivo. E isso fez a CNC elevar a sua projeção para este ano, uma vez que a maioria dos segmentos pesquisados registraram crescimento em suas vendas no mês.

Alta dos preços no varejo desacelera

A população brasileira ainda sofre com uma inflação bastante elevada e com juros cada vez mais altos. No entanto, a CNC destacou que os reajustes dos preços dos produtos no varejo estão desacelerando em 2022.

Ao analisar os dados divulgados pelo IBGE, a entidade constatou que os produtos comercializados no varejo ficaram 13% mais caros nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro. Apesar de expressivo, o avanço é bem menor que a alta de 22% dos preços no atacado. Isso mostra que há um repasse de 60% aos preços finais aos consumidores.

Ainda que os preços do atacado estejam bastante elevados, vale destacar que os reajustes são bem menores que os observados no ano passado. “Embora o quadro atual esteja longe de se revelar confortável para a formação de preços no varejo, notadamente as pressões advindas do atacado parecem perder força nos últimos meses”, disse Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela análise

A saber, a inflação no atacado chegou a superar os 35% em maio do ano passado, segundo Bentes. Isso mostra que há uma desaceleração nos preços, mas ainda há um longo caminho pela frente.

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