Venda de livros no Brasil cresce 4,94% no período de Natal

Levantamento revela que 5,1 milhões de unidades foram comercializadas, gerando um faturamento 14% maior, de R$ 235 milhões

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A Nielsen BookScan realizou uma pesquisa para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) sobre o volume de livros vendidos no país em 2021. De acordo com o levantamento, o grande destaque no ano passado foi o período de Natal, que teve o maior número de livros vendidos, bem como o maior faturamento do setor.

Em resumo, o 13º Painel do Varejo de Livros no Brasil revelou que de 6 de dezembro de 2021 a 2 de janeiro de 2022, o volume de livros vendidos no Brasil cresceu 4,94% em relação ao mesmo período de 2020. Assim, o número passou de 5,1 milhões para 5,4 milhões de unidades comercializadas.

Já o faturamento do setor alcançou a marca de R$ 235 milhões, crescimento de 14,14% na base anual.

A pesquisa também revelou que o volume de livros vendidos em todo o ano passado cresceu 29,36% em relação a 2020. Por sua vez, o faturamento do setor em 2021 superou em 29,28% o do ano anterior. Em suma, houve a comercialização de 55 milhões de livros no ano passado. Esse volume gerou uma receita de R$ 2,28 bilhões para o setor.

Venda de livros deve crescer em 2022

Segundo o presidente do SNEL, Dante Cid, a venda de livros didáticos deve crescer em 2022 com a volta às aulas. Até porque em 2021 o Brasil ainda enfrentava grandes desafios com a pandemia da Covid-19, o que também tornou o ano escolar atípico.

“Foi um período grande de ensino híbrido. Espera-se que, em 2022, a grande mudança no quadro de vendas seja para o livro didático, com um ano escolar já normalizado e o ensino infantil predominando e protegendo as crianças. Com a volta à escola normal, esperamos também a normalização da venda de didáticos”, disse Cid.

Por outro lado, o o gestor da divisão Nielsen Book Brasil, Ismael Borges, ressaltou que a inflação elevada no país figura como um grande desafio a ser enfrentado em 2022.

“O maior desconto médio anual já registrado fez zerar a variação do preço médio do livro. Fechamos o ano no azul elástico em razão dos desdobramentos das crises e do cenário pandêmico. A partir de agora, devemos perseguir um ambiente menos turbulento, com variações mais ajustadas”, explicou Borges.

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