Traficante dá tiro em mão de jovem após ela recusar namorar com ele no Rio

O tiro foi a forma que o criminoso da favela de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, teria encontrado para punir a jovem que não quis namorá-lo

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A recusa em namorar um traficante custou caro para uma jovem no Rio de Janeiro: um tiro na mão. Segundo as informações, o disparo foi a forma com que um criminoso da favela de Manguinhos, na Zona Norte da capital carioca, teria encontrado para punir a vítima que não quis namorá-lo.

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De acordo com a Polícia Civil, em nota divulgada neste domingo (09), a jovem, que é menor de idade, foi levada ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde foi constatado que havia um mandado de busca e apreensão contra ela, que foi presa na sequência.

Em um primeiro momento, informou a corporação, moradores da região afirmaram que o disparo foi a forma de punir a adolescente, que teria supostamente furtado um celular no réveillon de Copacabana. No entanto, explicou o delegado Hilton Alonso, titular da 21ª DP (Bonsucesso), as investigações mostraram que o tiro na mão da jovem foi dado por outro motivo.

O tiro foi a forma que o criminoso da favela de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, teria encontrado para punir a jovem que não quis namorá-lo.
O tiro foi a forma que o criminoso da favela de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, teria encontrado para punir a jovem que não quis namorá-lo. (Foto: reprodução)

“A versão de que ela foi baleada por conta de um roubo foi criada para que o verdadeiro motivo, que seria a recusa em manter um relacionamento com um criminoso da comunidade, não fosse relevado”, contou o delegado. Ainda segundo o agente público, os bandidos estariam sendo cobrados pelos líderes da facção criminosa a qual pertencem pelo ocorrido contra a jovem.

Em entrevista ao portal “G1”, a especialista em segurança pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Jaqueline Muniz, comentou que a ação contra a jovem une a barbárie dos traficantes com a lenta representatividade da Justiça do estado nas áreas mais periféricas da região.

“O justiçamento criminoso fala uma língua sem intermediários, violenta e direta pra qualquer um entender o poder da sua ameaça e a certeza das suas punições”, começa. “Já a justiça pública do estado segue ainda lenta, distante, e desconhecida das periferias, agravando o sentimento coletivo de abandono, insegurança, impunidade”, finaliza ela.

Até o momento, ninguém foi preso pelo disparo da jovem e a Polícia Civil afirma que está investigando o caso, que não teve a confirmação de uma data exata de quando aconteceu.

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