Tácito: qual a opinião política do historiador?

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Tácito nasceu em 54 d.C e falou sobre os grandes imperadores e acontecimentos em Roma, como o caso do fogo que ocorreu em 64 d.C durante o império de Nero. Suas obras historiográficas começam tardiamente e sempre aplica a crítica e a moral. 

Para Tácito, a história deveria ser uma moral –> o que se pode ou não fazer durante o tempo. Não deveria refletir sua opinião própria sobre os casos. 

Usava como fonte biografias, falas de outras pessoas (como na Germânia), registros oficiais por estar próximo aos imperadores. Ele parece se preocupar em justificar de onde encontrou as informações.    

Opinião política de Tácito sobre a República

Tácito prioriza sempre as grandes cenas e ocorridos, mas ainda tem semelhanças com a história atual pela busca da verdade. Atualmente, a história não consegue ser fixa: ela varia e está sempre em mudanças a espera de novidades. Gaston argumenta que os antigos aceitavam uma ideia muito fácil sem que fosse vista de perto e não tivessem necessidades de prova. Tácito dedica muitos trechos para citar de onde tira suas referências.  Os fatos eram apresentados antigamente como se não estivessem passíveis de provas.   

Tácito critica o imperador que tenta governar sozinho e argumenta a importância do Senado. Contudo, é contra a república e diz que ela não pode funcionar quando se tem muitas leis ou pessoas tentando governar é escolher.  A população, segundo Tácito,  não se interessa por política e por isso não poderia votar. 

Ele diz que é necessário que o Senado se mantenha em equilíbrio com o imperador, não estando mais forte para que não haja instabilidade. A metáfora da escravidão se representa também sobre as formas como age o imperador sobre a população. Ele entende que o imperador distribui os benefícios, mas que pode ser despótico. 

História se repete

 Gaston argumenta que na Revolução Francesa muitos revoltosos leriam Tácito: lembravam de como os imperadores eram e comparavam com o rei da época. Queriam voltar no tempo. Assim como Jacques Rousseau, muitas pessoas acreditam que a felicidade voltaria ao estado natural. 

 

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