Sem citar Bolsonaro, presidente do TSE diz que ‘interessado na democracia não incita desobediência’ quanto ao resultado das eleições

A fala de Edson Fachin foi feita um dia depois que o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro

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Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta sexta-feira (29) que “quem está interessado na democracia, não incita desobediência quanto ao resultado das eleições”. A afirmação do líder da corte eleitoral foi feita durante um evento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) em Curitiba, no Paraná.

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A fala de Edson Fachin foi feita um dia depois que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro. No evento, o chefe do TSE foi questionado a quem interessaria “inflamar” o pleito eleitoral.

“Pode interessar a quem de fato não esteja interessado na democracia. Quem esteja interessado na democracia, não difunde informação falsa, não incita violência, não incita desobediência quanto ao resultado do escrutínio popular”, disse Edson Fachin.

Em outro momento, sem citar o presidente, o ministro fez alusão à fala do chefe do Executivo que, na quarta (27), revelou um pedido das Forças Armadas ao TSE para que militares façam uma apuração paralela de votos.

Ao comentar o tema, Edson Fachin disse que a Justiça Eleitoral é parceira das Forças Armadas e que sempre estará apta a receber sugestões, no entanto, “intervenção, jamais”.

“Nós temos um histórico de cooperação nas eleições, nestas última três décadas, com as Forças Armadas, no campo da logística eleitoral […] Tem dado resultados extraordinários […] Colaboração, cooperação e, portanto, parcerias proativas para aprimoramento, a Justiça Eleitoral está inteiramente à disposição. Intervenção, jamais”, pontuou

Edson fachin
A fala de Edson Fachin foi feita um dia depois que o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro. (Foto: reprodução)

Em outro momento do evento, mais uma vez sem citar Bolsonaro, o ministro respondeu a uma declaração do chefe do Executivo, que declarou que os votos das eleições são apurados em uma “sala secreta” do TSE, na qual “meia dúzia de técnicos dizem ali no final: ‘Olha, quem ganhou foi esse”.

“Não precisa sala alguma para totalizar [os votos]. Agora a ‘sala’ é bastante clara, porque ela está na internet à disposição de todos”, respondeu o presidente do TSE sobre o comentário de Bolsonaro sobre a apuração dos votos.

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