Quase 60% das pessoas dizem que nunca confiam no que Bolsonaro diz

Além deste número, a pesquisa também mostrou que 28% afirmam confiar às vezes no presidente e 15% dizem que sempre confiam no que Bolsonaro diz

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Uma pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na noite de sexta-feira (17) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo”, revela que 57% das pessoas entrevistadas no levantamento dizem que não confiam nas palavras ditas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além dessas pessoas, a pesquisa também mostrou que 28% afirmam confiar às vezes no presidente e 15% dizem que sempre confiam no que Bolsonaro diz.

Com o levantamento revelado pelo Datafolha, o índice de desconfiança em relação ao que diz Bolsonaro bate um novo recorde, superando o anterior, constatado em julho deste ano: 55%. Confira como está o índice de confiança nas declarações do presidente:

  • Sempre confia: 15% (15% na pesquisa anterior)
  • Às vezes confia: 28% (28% na pesquisa anterior)
  • Nunca confia: 57% (55% na pesquisa anterior)
  • Não sabe: 1% (1% na pesquisa anterior)

Em nota, o Datafolha explicou que, para chegar neste resultado, entrevistou 3.667 pessoas entre os dias 13 e 15 de setembro, sendo a margem de erro do levantamento de dois pontos para mais ou para menos e a confiança do estudo de 95%.

A pesquisa também mostrou, assim como publicou o Brasil123, que a reprovação ao governo Jair Bolsonaro também bateu seu recorde, chegando a 53%, dois pontos percentuais a mais do que o registrado em julho, na última pesquisa.

Números ruins de Bolsonaro preocupam aliados

Os altos índices de reprovação, e agora de confiabilidade, acenderam o sinal de alerta aos aliados de Bolsonaro. Isso porque, para eles, o chefe do Executivo precisa mudar o jogo rápido, ou, pelo contrário, corre o risco de não conseguir obter êxito nas eleições de 2022.

Mais cedo, o Brasil123 publicou que, de acordo com o jornalista Gerson Camaroti, da “Globo News”, aliados de Bolsonaro acreditavam que a diminuição dos números da pandemia da Covid-19, junto com o avanço da vacinação, fariam com que os índices do chefe do Executivo voltassem a um patamar considerado “saudável”.

No então, o que se tem visto é exatamente o contrário. Isso acontece porque, segundo as informações, integrantes da gestão do presidente dizem que temas como a deterioração acentuada da economia do país e os seguidos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) podem ter prejudicado a imagem do presidente perante à opinião pública.

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