Projeto criado por defensoras públicas atende órfãos do feminicídio

O objetivo da iniciativa é prestar assistência psicossocial e jurídica aos órfãos que perderam suas mães ou responsáveis por conta de um feminicídio

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Em 2021, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quatro mulheres morreram todos os dias vítimas de feminicídio após serem assassinadas por um parceiro atual ou antigo. Com isso, centenas de crianças, além dos traumas pela perde de suas mães ou responsáveis, foram abandonadas.

É por conta disse que um grupo de defensoras públicas criou um projeto cujo objetivo é prestar assistência psicossocial e jurídica aos órfãos desse tipo de crime. Em entrevista ao portal “UOL” neste sábado (08), a defensora Caroline Braz relatou que resolveu criar a iniciativa em 2018, quando coordenava o Núcleo de Proteção e Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública do Estado do Amazonas.

Segundo Carolina, ela notou que as crianças que perderam suas mães para o feminicídio, muitas vezes por ação do próprio pai, estavam apresentando fortes traumas psicológicos e desamparo familiar. Ainda conforme a defensora, não são raros os casos em que a criança testemunhou o crime, o que aumenta ainda mais o trauma desse público e acentua a necessidade de um acompanhamento de perto.

Projeto premiado

No último mês de 2021, o projeto teve seu primeiro reconhecimento em âmbito nacional ao ser contemplado com o Prêmio Innovare, que premia os melhores projetos de instituições jurídicas do país. Ao portal “UOL”, Caroline Braz afirmou que esse reconhecimento traz visibilidade a essas crianças que, segundo a defensora pública, estavam esquecidas.

Agora, com o reconhecimento, a promotora chama a atenção para a necessidade se estender a iniciativa, criando assim um protocolo nacional para que as crianças sejam atendidas rapidamente nesses casos.

“O feminicídio é a consequência mais trágica do machismo estrutural, que expõe muitas mulheres brasileiras a todo tipo de violência física e emocional por parte de seus parceiros e ex-parceiros”, afirma a defensora, ressaltando que esses comportamentos são crimes previstos na Lei Maria da Penha.

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