Produção industrial cai em 9 dos 15 locais pesquisados em março

As maiores queda vieram do Ceará (-15,5%), Rio Grande do Sul (-7,3%) e Bahia (-6,2%)

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A produção industrial do Brasil encerrou março com queda de 2,4%, na comparação com o mês anterior. E o recuo foi puxado pelas quedas registradas em 9 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento.

A saber, seis das nove retrações superaram a queda na média nacional. Em resumo, os principais resultados negativos foram os seguintes: Ceará (-15,5%), Rio Grande do Sul (-7,3%), Bahia (-6,2%), Rio de Janeiro (-4,7%), Região Nordeste (-4,2%) e Pernambuco (-2,8%).

As outras três quedas registradas em abril foram menos intensas que o recuo nacional. A propósito, vieram de: Mato Grosso (-2,0%), Paraná (-1,0%) e Santa Catarina (-1,0%). De todo jeito, contribuíram para o resultado negativo do país.

Por outro lado, seis locais registraram avanço na produção em março. A única disparada veio do Amazonas (7,8%), mas também houve alta em Pará (2,1%), Minas Gerais (1,7%), Goiás (1,6%), Espírito Santo (1,5%) e São Paulo (0,6%). O IBGE divulgou as informações nesta terça-feira (11).

De acordo com o instituto, as variações negativas registradas na maioria dos locais pesquisados refletem as medidas restritivas adotadas à época por governos e prefeituras para conter o avanço da pandemia da Covid-19 no país. Aliás, o Brasil sofreu o pior momento da crise sanitária entre março e abril.

Veja as comparações mensais, trimestrais e anuais

Apesar da queda em relação a fevereiro, a produção industrial do Brasil disparou quando comparada ao mesmo período de 2020. Em suma, houve alta de 10,5% nessa base comparativa, puxada pelo avanço de dez dos 15 locais pesquisados.

Vale destacar as disparadas de Santa Catarina (36,5%), Amazonas (22,5%) e Rio Grande do Sul (21,0%). Em seguida vieram São Paulo (16,0%), Minas Gerais (12,5%) e Paraná (12,3%), superando o avanço nacional. Ceará (9,9%), Pará (8,1%), Pernambuco (7,0%) e Goiás (0,4%) completaram o top 10.

Da mesma forma, a média móvel trimestral também subiu no período (4,4%). Este é o nono mês seguido de taxa positiva nessa comparação. Aliás, estes avanços interromperam outros oito meses consecutivos de queda na média móvel trimestral.

Nesse caso, nove dos 15 locais pesquisados avançaram no período. As maiores altas vieram de: Santa Catarina (17,8%) e Rio Grande do Sul (12,3%). No entanto, do lado das quedas, os destaques foram Bahia (-17,9%), Mato Grosso (-7,7%), Região Nordeste (-6,1%) e Goiás (-5,5%).

Por fim, nos últimos 12 meses, dez locais registraram taxas negativas. Em suma, os maiores recuos ficaram com: Espírito Santo (-12,7%) e Bahia (-11,2%). Em contrapartida, subiram no período: Pernambuco (3,4%), Pará (0,9%), Santa Catarina (0,9%), Goiás (0,8%) e Minas Gerais (0,7%).

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