Produção de etanol do milho dispara 34% neste ano

Quebra na safra da cana-de-açúcar permitiu crescimento da produção de etanol do milho, que deve se expandir ainda mais nos próximos anos

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A produção de etanol no Brasil é derivada da cana-de-açúcar e do milho. No entanto, há uma grande diferença em relação à participação que estes itens têm no mercado de combustíveis. Enquanto o etanol da cana responde por mais de 80% da produção nacional, o etanol do milho só corresponde a 13% do total do país.

Neste ano, as safras destes itens também tiveram desempenhos bem distintos, mas de maneira inversa. Isso porque a produção do milho cresceu 29%, mas a da cana-de-açúcar recuou 12,7% entre as safra de 2021 e 2022. A saber, o fraco desempenho dos canaviais ocorreu devido a geadas e incêndios, que provocaram uma quebra na safra da cana.

Este cenário já vem permitindo resultados bastante expressivos para o milho. Em resumo, a produção de etanol no Centro-Sul do país totalizou 27,55 bilhões de litros em abril, dos quais 3,47 bilhões se originaram do milho. Isso corresponde a um aumento de 34,33% em relação à safra 2020/2021.

Veja mais detalhes do desempenho da produção de etanol do milho

Vale destacar que a a produção de etanol do milho havia chegado a apenas 1,63 bilhão de litros na safra 2019/2020, ou seja, os números mais que dobraram em um ano. De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a expectativa é que a produção chegue a 4,2 bilhões de litros na safra 2022/2023.

“O grande excedente da produção de milho, principalmente aquele considerado de segunda safra, vem garantindo a sustentabilidade e o crescimento do setor, agregando valor à produção primário”, disse o presidente-executivo da UNEM, Guilherme Nolasco.

“Temos grandes oportunidades em um mundo que precisa ser menos dependente dos combustíveis fósseis e estimular o aumento da oferta de alimentos por meio de maior produção e produtividade”, acrescentou Nolasco.

Por outro lado, a produção de etanol da cana-de-açúcar na mesma região caiu 13,36% em relação à safra anterior. Nesse caso, o principal fator que fez o desempenho recuar foi a menor produtividade da lavoura em São Paulo. O estado registrou uma retração de 16,5% no período.

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