Privatização da Eletrobras deve acontecer somente em junho ou julho 

O governo aguardava o aval definitivo do TCU neste mês de abril, pois o ato viabilizaria a privatização da estatal até 13 de maio

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Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, afirmou nesta sexta-feira (22) que a privatização da Eletrobras deve acontecer apenas em junho ou julho deste ano. Isso por conta do adiamento no Tribunal de Contas da União (TCU). O adiamento do julgamento por 20 dias aconteceu na terça-feira (19) e é referente à segunda e última etapa do processo de privatização da Eletrobras, estatal que atua nas áreas de geração e transmissão de energia.

Assim como vem publicando o Brasil123, o governo aguardava o aval definitivo do tribunal neste mês de abril. Isso porque o ato viabilizaria a privatização da estatal até 13 de maio, data-limite que é considerada a ideal pelo governo federal.

No entanto, com o adiamento, afirma Bento Albuquerque, o cronograma do governo precisará ser revisto. “A decisão do TCU vai obrigar ajuste no cronograma para oferta de ações. Vamos aguardar o dia 11 de maio, que parece ser a data que vai ocorrer a apreciação”, afirmou o ministro, que está na Índia.

No país, ele está participando de encontros com autoridades governamentais e lideranças empresariais indianas. O objetivo dos encontros é dialogar sobre uma cooperação entre o Brasil e a Índia na área de mobilidade sustentável, com ênfase nos biocombustíveis e nos veículos flex.

Na ocasião, aos jornalistas que o acompanham, ele disse que entende que a capitalização pode acontecer ainda em maio, no final deste primeiro semestre ou em julho. Em outro momento, ele foi questionado se a proximidade com as eleições poderia prejudicar a operação.

Para o ministro, a resposta é negativa, pois ele tem conversado com o mercado, que demonstra ter muito interesse na operação. “Não vejo esse processo sendo contaminado por qualquer questão política ou eleitoral”, afirmou.

Venda de ações da Eletrobras

Caso o fato seja aprovado no tribunal, o governo irá ofertar novas ações da Eletrobras na bolsa de valores e, com isso, deixará de ser a acionista controladora da estatal, sendo que, após o fim do processo, a companhia será privada, isto é, sem um controlador definido.

Em fevereiro deste ano, o TCU aprovou a primeira etapa da análise. Na ocasião, ministros do tribunal analisaram o bônus de outorga que a Eletrobras privatizada deverá pagar à União pela renovação dos contratos das 22 usinas hidrelétricas da hoje estatal. Agora, a análise terá como foco o modelo de venda proposto pela União, o que inclui o valor das ações que serão ofertadas na Bolsa de Valores brasileira.

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