Preço da cesta básica recua em 14 das 17 capitais pesquisadas em maio

Cesta básica havia registrado alta em todas as 17 capitais em março e abril, mas preço só subiu em Belém, Recife e Salvador no mês passado

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A cesta básica do Brasil ficou mais barata em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em maio. O resultado sucede dois meses consecutivos de alta nos preços de todos os locais pesquisados, indicando uma situação menos difícil para os brasileiros.

Os únicos avanços ocorreram em Belém (2,99%), Recife (2,26%) e Salvador (0,53%). Por outro lado, os decréscimos mais expressivos ocorreram em Campo Grande (-7,30%), Brasília (-6,10%), Rio de Janeiro (-5,84%) e Belo Horizonte (-5,81%).

Com o acréscimo do resultado de maio, a cesta de São Paulo permaneceu como a mais cara do país, custando R$ 777,93. Em seguida, ficaram as cestas de Florianópolis (R$ 772,07), Porto Alegre (R$ 768,76), Rio Janeiro (R$ 723,55), Curitiba (R$ 713,68) e Campo Grande (R$ 706,12).

Na ponta de baixo da tabela, a cesta mais barata do país foi novamente a de Aracaju (R$ 548,38). Outros quatro estados também tiveram cestas com preços menores que R$ 600 em maio: João Pessoa (R$ 567,67), Salvador (R$ 578,88), Natal (R$ 586,42) e Recife (595,89).

Cesta compromete mais da metade do salário mínimo

De acordo com o levantamento, alimentos básicos são aqueles necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês. O cálculo considera uma família composta por dois adultos e duas crianças.

A saber, a pesquisa estimou o valor do salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família. Em resumo, a análise levou em consideração a cesta básica de São Paulo, mais cara do país em maio. Nesse caso, o salário mínimo deveria valer R$ 6.535,40. Isso corresponde a 5,39 vezes o valor do salário mínimo vigente, de R$ 1.212,00. 

A pesquisa comparou o preço da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, aquele que possui descontos referentes à Previdência Social. Atualmente, a taxa é de 7,5%, e está neste nível desde março de 2020 devido à Reforma da Previdência.

Assim, o levantamento revelou que o trabalhador comprometeu 59,39% do salário mínimo líquido para comprar alimentos básicos para uma pessoa adulta em maio. No mês anterior, o percentual havia ficado em 61,00%.

O Dieese também revelou que o tempo médio necessário para que um trabalhador adquira produtos da cesta básica chegou a 120 horas e 52 minutos em maio. Em abril, o tempo médio registrado havia sido de 124 horas e 08 minutos.

Por fim, as capitais pesquisadas pelo Dieese são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

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