Pix: 47% dos brasileiros ainda não configurou novos limites

Levantamento também revela que quase 30% dos entrevistados já sofreu com outras pessoas tentando fazer compras ou contratar serviços em seu nome

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Desde a sua chegada ao Brasil em novembro de 2020, o Pix conseguiu cair na graça dos brasileiros. Em um ano e meio, o sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC) já passou por diversas atualizações. E a mais recente delas se refere aos limites de transações.

Em resumo, o limite do Pix diário é de R$ 10 mil para todas as pessoas, em geral. O valor elevado permite o pagamento de contas e, no caso das empresas, de funcionários e despesas gerais. Contudo, desde o seu lançamento, diversos golpes já foram relatados, e o BC disponibilizou algumas travas de segurança.

A saber, uma das mais importantes é o ajuste do valor diário, que pode ser definido pelo próprio usuário. Aliás, a indicação é que o valor seja o menor possível para que haja uma redução no impacto de um eventual golpe, bem como nos próprios gastos da pessoa.

“O ideal é que as pessoas ajustem os limites diário e noturno de transações com Pix para o menor valor possível, de acordo com seus gastos diários”, explicou José Luiz Santana, head de cibersegurança do C6 Bank, em nota.

“Assim, elas ganham mais segurança no app e controle nos gastos, sem perder em praticidade no dia a dia”, acrescentou.

Vale destacar que 70% dos brasileiros sabem da possibilidade de ajustar esses limites máximos de valores em transações por Pix. Contudo, cerca de 47% do total ainda não configurou novos valores para suas transferências, ou seja, quase metade.

Esses dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo C6 Bank/Ipec, que ouviu 2 mil pessoas das classes A, B e C com acesso à internet.

Veja mais detalhes da pesquisa

De acordo com os dados revelados, 36% dos entrevistados já definiu os novos valores para as transferências com Pix. Enquanto isso, 6% fez ajuste para apenas um dos bancos que usam e 12% não se lembram se definiram novos valores. Seja como for, o reajuste só passa a valer 24 horas após a mudança definida.

A pesquisa revelou que quase 30% dos entrevistados afirmaram que outra pessoa já tentou fazer compras ou contratar serviços em seu nome.

“O cartão virtual é mais seguro para fazer compras online, pois o código de verificação utilizado para validar a transação é trocado periodicamente. Assim, fica mais difícil fraudar esses dados. Além disso, em caso de perda ou furto do cartão físico, o cliente pode continuar usando o virtual”, explicou Santana.

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