Pedidos de demissão nos EUA batem recorde em novembro

País registra 4,5 milhões de pedidos no penúltimo mês de 2021; vagas em aberto caem para 10,6 milhões no período

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Os Estados Unidos continuam vivendo tempos bastante peculiares. A saber, a maior economia mundial bateu um recorde de pedidos de demissões em novembro de 2021. No penúltimo mês do ano, 4,5 milhões de trabalhadores deixaram voluntariamente os seus empregos. Esse valor corresponde a um aumento mensal de 370 mil demissões voluntárias.

Em resumo, isso indica que o nível de confiança no mercado de trabalho norte-americano continua muito alto. Na verdade, o país segue registrando altos pedidos de demissões nos últimos meses, principalmente devido à pandemia da Covid-19.

A crise sanitária fez muitos trabalhadores começarem a pesar mais coisas na hora de assumir uma vaga ou permanecer nela. Por exemplo, benefícios oferecidos, flexibilidade na forma de trabalhar e qualidade de vida passaram a importar muito mais para os trabalhadores.

Todos estes dados fazem parte da Pesquisa de Vagas em Aberto e Rotatividade de Trabalho do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (relatório Jolts, na sigla em inglês). A divulgação dos dados ocorreu nesta terça-feira (4).

Vagas em aberto caem, mas contratações não variam muito

De acordo com o levantamento, os americanos também estão deixando seus empregos em busca de melhores salários. Em suma, a expectativa é que os salários mais altos durem por mais algum tempo no país. Como muita gente recebeu benefício do governo e preferiu ficar em casa e não se arriscar a contrair a Covid-19, o país sofreu com milhões de vagas em aberto nos últimos meses.

Atualmente, há 10,6 milhões de postos de trabalho sem preenchimento nos EUA. Aliás, o número só não é maior graças à queda de 529 mil vagas abertas em novembro, na comparação com outubro. O resultado surpreendeu os analistas, que acreditavam numa queda bem mais modesta, para 11,075 milhões no período.

A propósito, os setores que registraram os maiores recuos nas vagas abertas em novembro foram os de: hospedagem e serviços de alimentação, construção e indústrias de produção de bens não duráveis.

Já os números de contratações não tiveram grandes mudanças em novembro, chegando a 6,7 milhões.

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