Ômicron deve afetar crescimento dos serviços no país, diz CNC

Volume de serviços cresce 2,4% em novembro, mas disseminação na variante Ômicron deve prejudicar a retomada do setor no país

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volume de serviços do país cresceu 2,4% em novembro de 2021, na comparação com o mês anterior. A alta sucede duas quedas e indica recuperação do setor. No entanto, esse cenário deve mudar nos próximos meses devido à variante Ômicron.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a cepa já fez a circulação de consumidores em áreas de comércio e serviços cair 7,1% na primeira semana de 2022. Esse recuo foi maior que o registrado na primeira semana de 2021 (-6,3%).

Na verdade, a Ômicron está elevando o número de casos em todo o planeta, inclusive no Brasil. Em resumo, a transmissibilidade da variante é muito grande e já vem provocando o cancelamento de diversos eventos importantes para o turismo brasileiro, com o carnaval.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a população precisa manter os hábitos consolidados na pandemia, como uso de máscaras e álcool em gel. Ele afirmou que ainda não é o momento de relaxamento das medidas restritivas.

“Com o avanço da vacinação, começamos a traçar o caminho da recuperação. Mas a pandemia ainda não acabou. Precisamos seguir atentos para evitar retrocessos na prevenção e na economia”, afirmou Tadros.

Receita do setor de turismo deve disparar

A CNC também destacou que o setor de turismo do país continua avançando gradativamente. Aliás, em novembro, o setor apresentou a menor perda mensal em relação ao potencial do setor (R$ 10,3 bilhões) desde o início da pandemia.

“O número, no entanto, ainda se situa 16,2% abaixo do observado no período pré-pandemia. Desde o início da crise sanitária, as atividades características do segmento já acumularam perda de R$ 463,8 bilhões”, afirmou a CNC.

Por fim, o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, afirmou que o faturamento do setor de turismo deve crescer 22,5% em 2021 e 1,7% em 2022. “Acreditamos que o setor terá condições de reaver seu pleno potencial de geração de receitas a partir de setembro de 2022”, disse.

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