Nordeste tem maior percentual de pessoas em vulnerabilidade social

Na região, quase 40% dos lares das metrópoles tem renda mensal máxima de R$ 303 por pessoa; João Pessoa e Recife têm maiores taxas

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A renda média da população mais pobre do Brasil caiu no primeiro trimestre de 2022. Com isso, o percentual de domicílios das metrópoles que possuem uma renda mensal máxima de R$ 303 por pessoa subiu de 23,6% para 25,2%. Isso quer dizer que um em cada quatro lares vive em situação de vulnerabilidade social.

Embora esse cenário seja bastante crítico, a situação no Nordeste se mostra ainda mais grave. Em resumo, a região brasileira registrou um percentual de quase 40% de brasileiros com uma renda média mensal de R$ 303 por pessoa.

Aliás, 12 das 22 regiões pesquisadas ficaram com percentuais superiores a 30%. Veja abaixo quais foram:

  • João Pessoa: 39,6%;
  • Recife: 39,4%;
  • Maceió: 37,3%;
  • Natal: 35,7%;
  • Grande São Luís: 35,6%;
  • Salvador: 33,7%;
  • Aracaju: 33,6%;
  • Manaus: 33,5%;
  • Macapá: 33,5%;
  • Teresina: 32,9%;
  • Belém: 32,2%;
  • Fortaleza: 30,6%.

Todos os nove estados do Nordeste estão na lista, que também traz três estados do Norte do Brasil. Juntamente com o Rio de Janeiro, estes são os únicos locais com um percentual de pessoas em vulnerabilidade social superior à média nacional. A propósito, a taxa no Rio ficou em 26,8%.

Por outro lado, os únicos locais com percentuais inferiores à taxa nacional foram:

  • Florianópolis: 16,1%;
  • Curitiba: 16,8%;
  • Goiânia: 17,8%;
  • Distrito Federal: 17,9%;
  • Vale do Rio Cuiabá: 18,2%;
  • São Paulo: 19,2%;
  • Belo Horizonte: 20,8%;
  • Porto Alegre: 21,9%;
  • Grande Vitória: 23,6%.

Cerca de 40% da população brasileira vive nas metrópoles

De acordo com o estudo, aproximadamente 40% da população do Brasil reside nas metrópoles do país. Em outras palavras, são mais de 80 milhões de pessoas vivendo nas 22 principais regiões metropolitanas do país.

A saber, os dados fazem parte de um estudo produzido por pesquisadores da PUC-RS, do Observatório das Metrópoles e da Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL), a partir dos dados da PNAD Contínua trimestral do IBGE.

Aliás, o Brasil fechou o primeiro trimestre deste ano com 21,1 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade nas metrópoles. Em suma, o aumento percentual de pessoas com renda per capita de até R$ 303 aconteceu devido a inflação, juros e desemprego elevados no Brasil.

Tudo isso afeta o rendimento da população e empurra ainda mais pessoas para a situação de vulnerabilidade social.

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