Nordeste é única região no Brasil que ainda não alcançou o nível econômico pré-pandemia

Apesar do crescimento nos níveis, o Nordeste foi o único aquém do observado em 2019, ano pré-pandemia da Covid-19

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Os níveis da economia do Brasil cresceram em todas as cinco regiões em 2021, mostrou nesta quarta-feira (23) um Boletim Regional feito pelo Banco Central. De acordo com o relatório, o crescimento mostra, especialmente, que o setor de serviços, o mais afetado pela pandemia, reagiu.

Apesar do crescimento nos níveis, o Nordeste foi o único aquém do observado em 2019, ano pré-pandemia da Covid-19. “A despeito do avanço generalizado, resultados desiguais entre os setores e especificidades das estruturas produtivas locais levaram às distintas magnitudes de expansão regional”, explicou o Branco Central.

Segundo a instituição, no Nordeste, o dinamismo da economia em 2021 teve como base o setor de serviços, principalmente aqueles que são prestados às famílias, destacando-se os referentes à alojamento e alimentação.

“Mantendo trajetória observada em 2020, a evolução favorável da construção contribuiu para a atividade regional, com geração de 41 mil postos de trabalho no ano”, informou o Banco Central, relatando que, por outro lado, o comércio e a indústria registraram uma desaceleração no decorrer de 2021.

“O Nordeste também foi impactado pela interrupção, e posterior retorno, do auxílio emergencial às famílias no primeiro semestre”, explicou o Banco Central, informando que a região mostrou força no segundo semestre, impulsionado, sobretudo, por conta da volta da mobilidade e atividades de serviços, especialmente aqueles atrelados ao turismo.

Nordeste e o Brasil devem crescer em 2022

O Banco Central avalia que não somente o Nordeste, como também outras regiões do Brasil, devem crescer em 2022 escorados no sucesso da agropecuária e também por conta da normalização da economia, especialmente no setor de serviços e no mercado de trabalho.

Por fim, todavia, o relatório aponta que itens como a elevação dos juros futuros relacionada à incerteza acerca do futuro fiscal do Brasil devido às dúvidas sobre gastos públicos em um ano eleitoral e também o “aperto mais intenso das condições financeiras” podem frear este crescimento anual.

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