Não há ‘motivo concreto’, diz defesa a prisão de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação

Milton Ribeiro foi detido em uma operação que apura a existência de um esquema para liberação de verbas do MEC, com lobby de pastores

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Assim como publicou o Brasil123, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso na manhã desta quarta-feira (22) em sua casa em Santos, no litoral de São Paulo. Ele foi um dos cinco presos em uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e no Distrito Federal.

Com a prisão, Milton Ribeiro deverá ser levado para Brasília, onde deve passar por audiência de custódia ainda nesta quarta. Isso, a menos que a defesa do ex-ministro consiga ter atendido o seu pedido para que o ex-chefe do Ministério da Educação (MEC) permaneça em Santos, e que a audiência seja feita por videoconferência.

Em nota, além de revelar o pedido, o advogado de Milton Ribeiro, Daniel Bialski, afirmou que não vê “motivo concreto” para a prisão do ex-chefe da pasta, que foi detido pela Polícia Federal em uma operação deflagrada com o intuito de apurar a existência de um esquema para liberação de verbas do MEC, com lobby de pastores.

No comunicado, o advogado afirmou que “a prisão preventiva não possui contemporaneidade, pois os fatos ocorreram há muito tempo”. Além disso, ele afirmou que “não haveria razão ou motivo concreto para essa custódia antecipada”.

Outro advogado que defende Milton Ribeiro, Luiz Carlos Neto, também em nota, disse que a prisão do ex-ministro é “injusta e incabível”. “Iniciamos de pronto os procedimentos para requerermos a revogação deste excesso cometido pela Justiça Federal”, disse o defensor.

De acordo com a Polícia Federal, o ex-ministro está sendo investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. Essas investigações começaram após um áudio divulgado pelo jornal “Folha de S.Paulo” revelar Milton Ribeiro falando que havia recebido um pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Esse pedido seria no sentido de que a liberação de verbas da pasta deveria ser direcionada para prefeituras específicas a partir da negociação feita por dois pastores evangélicos, que também foram presos nesta quarta– nenhum dos dois possuí cargos no governo federal.

Leia também: Bolsonaro comenta sobre a prisão de ex-ministro e dispara: ‘ele que responda pelos atos dele’

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