Mourão afirma que resultado das eleições não será questionado ‘com Exército na rua’

"Não existe espaço para um golpe. Quem diz isso está enlouquecendo", disse Mourão, completando ser uma "bobagem" questionar a integridade das urnas

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O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) afirmou, nesta quarta-feira (25), que o resultado das eleições deste ano não será questionado com “o Exército na rua”. A declaração aconteceu durante uma conversa dele com empresários, gestores e assessores de investimentos na gestora RPS Capital, em São Paulo.

“Não existe espaço para um golpe. Quem diz isso está enlouquecendo”, afirmou o vice-presidente, que ainda relatou que, em sua visão, é bobagem questionar a integridade das urnas eletrônicas, sem nenhuma prova, como tem sido feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

“Com toda a minha sinceridade, sempre pode ter algum problema. Mas desde que esse processo teve início (votação pela urna eletrônica), não teve fraude”, afirmou o vice-presidente, completando que, “em um País que não guarda segredo, uma fraude já teria aparecido”. “É uma bobagem ficar alimentando isso aí”, disse.

Mourão defende o voto impresso

Apesar da declaração, o vice-presidente defendeu a implementação do voto impresso. “Qualquer pessoa quando vai ao banco pode tirar um extrato e conferir se foi aquela operação que fez. Qual seria o problema de acontecer isso na eleição?”, perguntou o político.

Ainda na ocasião, ele relatou que teve uma conversa com o ministro Luís Roberto Barroso, que foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até fevereiro deste ano e, na ocasião, conversou sobre as sugestões das Forças Armadas, que participam da Comissão de Transparência das Eleições.

Segundo ele, “entre 90 e 100 engenheiros cibernéticos, que defendem o País de ataques hackers diariamente, produziram dois documentos”. Em um deles, explicou o vice-presidente, existiam mais de 400 observações de caráter menor. “No outro havia nove aspectos que poderiam ser melhorados. Mas deram um grau de sigilo para todos e o Bolsonaro ficou pressionando para divulgar. Mas o tribunal respondeu que não aceitava”, relatou.

De acordo com Mourão, o grande problema é que se coloca em pauta que as Forças Armadas estão querendo intervir nas eleições. “Mas não. Criamos o relatório, fizemos o trabalho e está encerrado o assunto. Próximo assunto das Forças Armadas é a distribuição das urnas e a segurança do processo eleitoral. É o que ela faz toda vez que acontece uma eleição”, afirmou.

Apesar da declaração de Mourão, as dúvidas levantadas pelos militares foram classificadas no TSE como manifestação de “opinião”. O pedido para ajudar na contagem dos votos foi a sugestão mais criticada.

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