Ministro do STF prorroga inquérito sobre milícia digital

Essa é a segunda prorrogação do inquérito sobre a suposta milícia digital, que teria como foco atuar contra a democracia e o Estado democrático de direito

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Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias o inquérito sobre uma suposta milícia digital que teria como foco atuar contra a democracia e o Estado democrático de direito. A informação foi publicada nesta terça-feira (11) no site da Corte.

O inquérito em questão foi aberto em 2021 após Augusto Aras, procurador-geral da República, ter pedido ao STF o arquivamento de uma outra investigação que envolvia aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na ocasião, Alexandre de Moraes resolveu aceitar o pedido do procurador-geral, mas também optou por abrir um novo inquérito para apurar a atuação das chamadas milícias digitais com o intuito de investigar a atuação desses grupos nas redes sociais.

Essas investigações são de responsabilidade da Polícia Federal (PF), que além de tentar descobrir quem são os responsáveis pela articulação e financiamento do movimento, também apura se os suspeitos usaram verba pública para o cometimento dos crimes.

Segunda prorrogação do STF

Essa não foi a primeira vez que o inquérito sobre as milícias digitais foi prorrogado. Isso porque, em outubro do ano passado, Alexandre de Moraes postergou as investigações, também por mais 90 dias – este período se encerrou no último dia 06 de janeiro.

Essa é a segunda prorrogação do inquérito sobre a suposta milícia digital, que teria como foco atuar contra a democracia e o Estado democrático de direito
Essa é a segunda vez que Alexandre de Moraes prorroga o inquérito sobre a suposta milícia digital. (Foto: reprodução).

De acordo com a jornalista Andreia Sadi, da “Globo News”, a decisão de uma nova prorrogação desagradou o Palácio do Planalto, pois mantém aberto o inquérito que atinge diretamente aliados e apoiadores do presidente Bolsonaro que atuam nas redes sociais com dois objetivos: defender o governo e atacar seus adversários.

Ainda segundo a jornalista, as informações são de que o inquérito, que permanecerá aberto durante o início do ano eleitoral, acabará funcionando como um limite para atuação dos apoiadores do atual chefe do Executivo nas redes sociais.

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