Mercado financeiro eleva projeções para inflação e juros no Brasil

Analistas também acreditam que o PIB brasileiro crescerá mais que o esperado, enquanto estimam que o dólar fechará o ano a R$ 5,00

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Após um mês sem publicações devido à greve dos servidores do Banco Central (BC), a entidade voltou nesta terça-feira (26) as projeções de analistas do mercado financeiro sobre a economia brasileira. E os dados mais recentes mostram o quão pessimistas estão os analistas com a situação do país.

Em resumo, o mercado financeiro elevou pela 15ª semana consecutiva as suas projeções para a inflação do Brasil em 2022. De acordo com o relatório Focus, as estimativas avançaram de 7,46% para 7,65%. Da mesma forma, as taxas subiram para 2023 (3,91% para 4,00%) e 2024 (3,16% para 3,20%), mas ficaram estáveis para 2025, em 3,00%.

A saber, a publicação ocorre de maneira semanal e traz projeções de mais de cem instituições do mercado financeiro sobre indicadores econômicos do Brasil. Aliás, a inflação do país é dada através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que teve a maior variação para março em 28 anos.

Analistas também elevam projeções para o PIB e os juros em 2022

A publicação também trouxe as novas projeções dos analistas sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em suma, o mercado financeiro elevou pela quarta semana consecutiva as projeções para o PIB neste ano, de 0,56% para 0,65%. Por outro lado, a estimativa para 2023 caiu de 1,12% para 1,00%, enquanto se manteve estável para 2024 (2,00%) e 2025 (2,00%).

O mercado financeiro também projeta uma cotação menos expressiva para o dólar em 2022, com a taxa caindo de R$ 5,10 para R$ 5,00. A taxa também recuou para 2023 (R$ 5,15 para R$ 5,00), 2024 (R$ 5,15 para R$ 5,05) e 2025 (R$ 5,20 para R$ 5,10).

Por fim, os analistas elevaram pela segunda semana consecutiva as suas projeções para a taxa básica de juros do país, a Selic. A saber, as estimativas subiram de 13,05% ao ano para 13,25% ao ano para 2022. Em síntese, o BC se reuniu no mês passado para definir os juros do Brasil e decidiu elevar a Selic para 11,75%, maior patamar desde abril de 2017.

Para os três anos seguintes, a taxa ficou estável em 9,00% para 2023, 7,50% para 2024 e 7,00% para 2025.

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