Líder do PL, novo partido de Bolsonaro, contraria o presidente e defende passaporte da vacina

Líder do PL, novo partido de Bolsonaro, o senador Carlos Portinho é o criador de um projeto que visa tornar lei o passaporte de vacinação

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O presidente da república acabou de chegar ao Partido Liberal (PL) e já está “batendo cabeça”, no sentido figurado, com o líder da legenda no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ). Isso porque o parlamentar instituiu, nesta sexta-feira (03), um projeto de lei que estabelece um passaporte nacional de imunização no Brasil, atitude essa que não é do agrado do chefe do Executivo, que já deixou claro ser contra a declaração.

Durante seu discurso, Carlos Portinho cobrou para que a Câmara vote o projeto, que tem o intuito de criar o Passaporte Nacional de Imunização e Segurança Sanitária. No mesmo dia, Bolsonaro, durante sua tradicional live semanal, afirmou que não tomou a vacina contra a Covid-19 e que é contra a interdição dos não imunizados.

“Nós compramos vacina para todo mundo. Você nunca viu o governo federal obrigar ninguém a tomar vacina nem vai ver o governo federal exigir passaporte vacinal”, afirmou o presidente, que chegou ao PL nesta semana, somando agora nove partidos ao longo de seus 30 anos na política.

Líder do PL, novo partido de Bolsonaro, o senador Carlos Portinho é o criador de um projeto que visa tornar lei o passaporte de vacinação.
Líder do PL, novo partido de Bolsonaro, o senador Carlos Portinho é o criador de um projeto que visa tornar lei o passaporte de vacinação. (Foto: reprodução)

Passaporte da vacinação

Em sua proposta, Carlos Portinho propôs que seja criado o Passaporte Nacional de Imunização e Segurança Sanitária, que seria requisito para ingresso em locais e eventos públicos e privados. Durante seu discurso pedindo para que a Câmara dos Deputados paute o tema, já aprovado no Senado, ele afirmou não sentir nenhum “desconforto” caso “única divergência” de pautas entre ele e Bolsonaro for essa.

“É verdade que o presidente da República havia anunciado veto se esse projeto avançasse. Não tenho o menor desconforto se essa for a nossa única divergência. Mas não vou deixar de insistir nesse projeto, que agora, mais do que nunca, ele é vital”, declarou, finalizando ainda que a Câmara dos Deputados “precisa aprová-lo o quanto antes, haja vista o aumento dos casos, a nova cepa, e principalmente a necessidade do controle das nossas fronteiras”.

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