Ipea revela que inflação foi maior para classes de renda mais baixa em 2021

Em dezembro, taxa desacelera para quase todas as rendas, mas acumulado no ano dispara em todas as faixas salariais

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na terça-feira (18) o seu Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. Segundo os dados apresentados, a taxa inflacionária desacelerou em quase todas as faixas de renda em dezembro de 2021. A única exceção ficou com a classe de renda muito baixa, cuja taxa subiu de 0,65% para 0,74%.

Os outros resultados foram os seguintes: renda baixa (0,76% para 0,71%), renda média baixa (0,94% para 0,72%), renda média (1,10% para 0,70%), renda média alta (1,08% para 0,70%) e renda alta (1,02% para 0,82%).

Com o acréscimo dos resultados de dezembro, as classes de renda mais altas encerraram o ano com variações menos expressivas. A saber, as menores taxas em 2021 foram registados nas classes de renda alta (9,54%) e renda média alta (9,66%).

Nas outras classes, a inflação superou os 10%: renda média baixa (10,40%), renda média (10,26%), renda baixa (10,10%) e renda muito baixa (10,08%).

Em resumo, as classes possuem os seguintes rendimentos domiciliares: renda muito baixa (inferior a R$ 900), renda baixa (R$ 900 a R$ 1.350), renda média baixa (R$ 1.350 a R$ 2.250), renda média (R$ 2.250 a R$ 4.500), renda média alta (R$ 4.500 a R$ 9.000) e renda alta (acima de R$ 9.000).

Grupos transporte e habitação impulsionam inflação no ano

De acordo com o relatório do Ipea, o grupo transportes provocou forte impacto na inflação para os três grupos de renda mais alta em 2021. Em suma, o aumento do preço das passagens aéreas (10,3%), do transporte por aplicativo (11,8%) e do aluguel de veículos (9,3%) impulsionaram o grupo. No ano, a variação acumulada chegou a 21,04%.

Por outro lado, o grupo habitação exerceu maior pressão inflacionária nas faixas de renda mais baixas. A saber, os reajustes de 21,2% da energia elétrica e de 37% do gás de botijão afetaram fortemente as pessoas de menor rendimento.

“No acumulado de 2021, houve forte aceleração inflacionária em todas as faixas de renda. Sendo que as maiores altas foram registradas pelas famílias de renda média baixa e renda média,”, disse o Ipea.

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