Intenção de consumo das famílias cresce em maio

Índice avança pelo quinto mês seguido e alcança maior nível em dois anos; 48% das famílias pretendem reduzir compras nos próximos meses

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Os brasileiros continuam mostrando confiança em relação ao cenário econômico do país. A saber, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 4,4% em maio, na comparação com abril, apesar das dificuldades que afligem a população, como desemprego, inflação e juros elevados.

De acordo com o levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador chegou a 79,5 pontos no mês. O avanço foi o quinto consecutivo e fez o ICF alcançar o maior patamar desde maio de 2020. Aliás, o índice está 17,7% superior ao nível registrado em maio do ano passado.

Em resumo, o resultado mostra que boa parte da preocupação trazida pela pandemia da covid-19, decretada em março de 2020, foi eliminada. Em outras palavras, os consumidores permanecem confiantes em relação à recuperação econômica do Brasil.

Embora tenha avançado no mês, o ICF continua abaixo da zona de satisfação (100 pontos). Aliás, desde abril de 2015 (102,9 pontos) que o indicador não supera esta marca, ou seja, há anos que a intenção dos brasileiros em gastar segue fraca.

Quase metade das famílias pretende reduzir gastos

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os resultados positivos do mercado de trabalho brasileiro fortalecem a intenção de consumo. A saber, o país vem registrando geração líquida de vagas de emprego nos últimos meses, refletindo a recuperação do mercado de trabalho.

“Desde agosto do ano passado, as famílias vêm se sentindo cada vez mais seguras nos seus empregos e têm percebido melhora em seus rendimentos, devido ao crescimento das contratações no mercado de trabalho formal”, explicou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Aliás, 24,5% das famílias consideram que a renda está melhor do que há um ano. Contudo, mesmo com a melhora na percepção sobre o nível de emprego, 48% das famílias pretende reduzir suas compras nos próximos três meses. Isso indica que, apesar da alta do otimismo, a cautela ainda se faz bem presente.

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