Inflação para as famílias de renda mais baixa varia 0,60% em junho

Taxa desacelerou em relação a maio e agora acumula alta de 6,22% nos últimos 12 meses; o índice é usado como referência para reajustes salariais e benefícios

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Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) avançou 0,60% em junho deste ano. A saber, a variação desacelerou em relação à taxa registrada em maio (0,96%), cujo percentual foi o maior para um mês de maio desde 2016, quando o índice variou 0,98%.

Além disso, o índice acumula avanço expressivo de 9,22% nos últimos 12 meses. Essa taxa supera a verificada nos 12 meses imediatamente anteriores, de 8,90%. Na comparação com junho de 2020, a inflação ficou duas vezes maior que a variação observada no ano passado, em 0,30%.

Já no acumulado do ano, o índice chega a 3,95%. A propósito, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quinta-feira (8).

Inflação sobe em todos os locais pesquisados em junho

De acordo com o IBGE, todas as áreas pesquisadas variaram positivamente em junho. No entanto, apenas Recife apresentou aceleração em sua taxa (0,83% para 0,90%). Isso aconteceu devido aos avanços nos preços da energia elétrica (2,85%) e da gasolina (4,92%).

Salvador também apresentou variação de 0,90% no mês, após queda em relação a maio, quando a taxa ficou em 1,25%. Da mesma forma que Recife, o que fez a taxa ainda ficar bem expressiva no mês foram os preços da energia elétrica (2,53%) e da gasolina (2,22%).

Por outro lado, o menor nível ficou novamente com Brasília (0,41% para 0,14%). Vale destacar os fortes recuos registrados em São Luís (1,12% para 0,25%) e Rio de Janeiro (0,98% para 0,35%).

Já a maior taxa acumulada nos últimos 12 meses ficou com Rio Branco (12,70%). Na sequência, vieram Campo Grande (12,45%), Curitiba (10,65%), Fortaleza (10,60%), Porto Alegre (10,11%), São Luís (9,99%), Vitória (9,70%), Belo Horizonte (9,58%), Recife (9,32%) e Goiânia (9,24%). Em todos estes estados, a inflação superou a taxa do INPC, que ficou em 9,22%.

O levantamento também apontou que os produtos alimentícios tiveram leve desaceleração em suas taxas, passando de 0,53% para 0,47% no mês. Da mesma forma, os produtos não alimentícios também recuaram, mas mantiveram seus níveis mais elevados, ao cair de 1,11% para 0,64%.

Entenda o INPC

Em síntese, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é calculado pelo IBGE desde 1979. O índice se refere às famílias que possuem rendimento mensal de um a cinco salários mínimos. Nesse caso, o chefe da família é assalariado. Aliás, o INPC é usado como referência para reajustes salariais e benefícios do INSS.

O INPC abrange dez regiões metropolitanas do país: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Além destas, a coleta também é realizada nos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.

Por fim, a pesquisa do IBGE coletou os preços dos produtos de 28 de maio a 28 de junho deste ano. Dessa forma, através da comparação com os preços vigentes no período de 30 de abril a 27 de maio, houve a definição do INPC do mês passado.

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