Gravação mostra presidente do Peru pedindo para assessores mentirem

No Parlamento do país, já se fala até em destituição do presidente do cargo. Escândalo tomou conta da mídia local

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Essa está sendo uma semana bombástica na política peruana. Nesta quinta-feira (10), parlamentares veicularam no Parlamento um áudio onde o presidente do país, Martín Vizcarra, pede para que assessores mintam. A gravação caiu como uma bomba.

O efeito foi tão forte no mundo político que o Congresso do país já convocou uma reunião. Nessa reunião os parlamentares vão decidir portanto se o presidente pode sair do poder já agora por “incapacidade moral”.

Na gravação, Martín pede para que duas assessoras mintam em um inquérito que investiga possíveis fraudes em contratos do Ministério da Cultura. “Primeiro você tem que ver o que é e depois o que vai ser dito”, diz o presidente.

“É preciso dizer que ele entrou duas vezes, diz Vizcarra. “O que fica claro é que nessa investigação todos nós estamos envolvidos”, completa o presidente do Peru.

Membros da oposição reagiram imediatamente. Eles pedem a renúncia do presidente do Peru e afirmam que ele não pode pedir para que as pessoas mintam em um inquérito de investigação. Até a publicação desta matéria, o presidente não se manifestou sobre o caso.

Gravação

“É preciso dizer que ele entrou duas vezes”. Mas quem seria esse “ele”? “Ele” é Richard Cisneiros, um cantor que até pouco tempo atrás era pouco conhecido do grande público no Peru. No último mês de maio ele entrou de vez para o cenário político peruano.

Tudo porque o Ministério da Cultura pagou um contrato no valor de 53 mil reais para o cantor. Na ocasião, ele deveria desempenhar o papel de orador e apresentador. Mas membros da oposição desconfiaram desse valor. Eles afirmaram que é uma quantia alta.

Isso principalmente considerando que o país atravessa a pandemia do novo coronavírus. De acordo com os dados oficiais, o Peru é o país com mais mortes per capita do mundo. Ou seja, o país está tendo que lidar com dois grandes problemas ao mesmo tempo. De um lado a pandemia. Do outro uma grande crise política.

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