Geleião, último fundador vivo do PCC, morre de Covid-19

Geleião foi chefe da facção, de dentro da cadeia, por aproximadamente 10 anos. No entanto, o casamento com o PCC acabou e ele se tornou inimigo do grupo

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Morreu nesta segunda-feira, após complicações causadas pela Covid-19, José Márcio Felício, o Geleião, o último dos fundadores do Primeiro Comando da Capital (PCC) que ainda estava vivo. Aos 60 anos, o criminoso veio a óbito no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, na cidade de São Paulo.

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Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) relatou que Geleião faleceu por volta das 6h30 na unidade de saúde. Ele estava internado desde o dia 9 de abril para tratamento da doença.
Geleião estava preso há mais de 40 anos.

De acordo com informações publicadas pelo portal “G1”, pessoas que trabalham no serviço penitenciário afirma que Geleião estava preso desde 1979 na Penitenciária Orlando Brando Filinto, na cidade de Iaras, região de Itapetininga, São Paulo.

Geleião, último fundador vivo do PCC, morre de Covid-19
Geleião foi chefe da facção, de dentro da cadeia, por aproximadamente 10 anos. No entanto, o casamento com o PCC acabou e ele se tornou inimigo do grupo. (Foto: reprodução)

Ao todo, o criminoso ficou preso por mais de 40 anos. Isso por, ao longo dos anos, ele foi acusado e condenado de cometer outros crimes na prisão, como ordenar ataques e assassinatos de agentes das forças de segurança.

Ainda conforme o portal, Geleião foi um dos responsáveis pela fundação do PCC nos anos 90 – de lá para cá, todos os outros fundadores já morreram ou foram assassinados.

Geleião foi o chefe da facção, de dentro da cadeia, por aproximadamente 10 anos. No entanto, o casamento com o PCC acabou em 2020, quando ele acabou se tornando inimigo da facção. A partir de então ele começou a delatar os membros do grupo para a polícia.

O PCC surgiu em uma partida de futebol. Na ocasião, oito detentos fundaram a facção, sendo eles:

  • José Márcio Felício (Geleião);
  • Ademar dos Santos (Dafé);
  • Antônio Carlos dos Santos (Bicho Feio);
  • Antonio Carlos Roberto da Paixão (Paixão);
  • César Augusto Roris da Silva (Cesinha);
  • Isaías Moreira do Nascimento (Isaías Esquisito);
  • Misael Aparecido da Silva (Misa);
  • E Wander Eduardo Ferreira (Eduardo Cara Gorda).

Tempos depois, aos fundadores originais, juntaram-se Carlos Ambrósio, o Sombra e Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o chefe da facção atualmente.

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