Financiamento imobiliário bate recorde em junho, aponta Abecip

Levantamento mostra que o uso de recursos das cadernetas de poupança totalizaram R$ 19,66 bilhões em junho, maior valor mensal desde 1994

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A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) reportou que o crédito imobiliário com recursos provenientes das cadernetas de poupança no Brasil bateu recorde em junho deste ano. O aumento de 12,5% em relação a maio fez o montante alcançar R$ 19,66 bilhões no mês.

De acordo com a Abecip, esse foi o maior valor já registrado pela série histórica iniciada em 1994. Esse valor de março também superou em muito o valor observado no mesmo mês de 2020 (112,1%). A saber, a Abecip divulgou os dados nesta quinta-feira (22).

Em resumo, os valores registrados no semestre variaram entre R$ 12,29 bilhões em janeiro e R$ 19,66 bilhões em junho. Com isso, o valor financiado através de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somou R$ 97 bilhões, disparada de 123,9% em relação ao mesmo semestre de 2020.

Além disso, o montante do financiamento nos últimos 12 meses totalizou R$ 177,67 bilhões. Isso equivale a um forte crescimento de 101,1% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. A propósito, os valores vêm superando os R$ 10 bilhões desde junho do ano passado, após os primeiros meses da pandemia da Covid-19.

Veja mais detalhes dos financiamentos em março

A Abecip também reportou que houve o financiamento de 86,2 mil imóveis em junho. Nesse caso, o valor cresceu 17,8% em relação a maio e disparou 160% na comparação com junho de 2020. No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, 417,95 mil imóveis foram financiados, salto de 160% em relação ao mesmo período de 2020. Já no acumulado de 12 meses, o indicador disparou 329,46%, totalizando 684,02 mil imóveis.

Por fim, a associação espera que o setor cresça 57% em 2021, atingindo uma nova marca histórica, de R$ 195 bilhões. Segundo a presidente da Abecip, Cristiane Portella, o segundo semestre deve superar os resultados do primeiro em 1%. Isso indica que o nível nos próximos meses deve se manter bastante elevado. No entanto, ela afirmou que a elevação da Selic deve deixar o crédito imobiliário mais caro no segundo semestre.

Leia Mais: Inflação medida pelo IPC-S acumula alta de 8,73% nos últimos 12 meses

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