Remessa do Mounjaro falsificada tem apreensão obrigatória após alerta feito nesta quinta-feira (30). Anvisa ordenou retirada imediata do lote D881474, ligado a número de série divergente dos registros oficiais.
A medida, motivada por comunicação da Eli Lilly do Brasil Ltda, visa impedir a distribuição, venda e uso do produto irregular no mercado nacional. A atuação foi formalizada pela Resolução (RE) nº 2.952, publicada no Diário Oficial da União.
Confira a seguir os procedimentos para verificação da autenticidade, orientações para quem comprou o medicamento e os canais oficiais de denúncia e consulta.

Apreensão de Mounjaro falsificado e suspensão de preparações magistrais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou que o lote D881474 do medicamento Mounjaro apresentava incompatibilidade entre o número de lote e o número de série 302199651396, fato comprovado pela Eli Lilly do Brasil Ltda, responsável pelo produto. Em resposta, a agência determinou a apreensão do lote e proibiu qualquer forma de comercialização ou uso do lote citado.
A medida visa proteger pacientes e o sistema de saúde, reforçando a responsabilidade das autoridades de vigilância. Além do Mounjaro, todas as preparações magistrais de medicamentos análogos produzidas pela Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda. também foram suspensas, devido a irregularidades como venda sem seguir as normas da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 67/2007 e a Lei 6.360/1976.
Riscos do uso de medicamentos falsificados
O uso de produtos farmacêuticos falsificados, como o lote do Mounjaro apreendido, pode comprometer gravemente o tratamento médico, já que o medicamento não contém o princípio ativo correto. Entre os riscos estão reações alérgicas, infecções, efeitos tóxicos e ausência de controle de qualidade.
A ingestão de substâncias desconhecidas, a contaminação e a falta de eficácia aumentam o risco de agravamento de quadros de saúde, hospitalização e até mesmo óbitos.
Como verificar a autenticidade do Mounjaro
A conferência do Mounjaro legítimo deve ser feita pela checagem do número de lote, número de série, integridade da embalagem e pela apresentação da nota fiscal.
- Confira lote e série nos canais oficiais da fabricante Eli Lilly;
- Examine a embalagem para selos, QR Codes funcionais e eventuais sinais de violação;
- Certifique-se de que a nota fiscal foi emitida por farmácia autorizada, nunca por vendedores não credenciados.
Orientação em caso de suspeita ou aquisição do produto
Pessoas que adquiriram o Mounjaro suspeito devem interromper imediatamente o uso e manter o produto e a embalagem guardados, sem descarte. Conforme orientação da Anvisa, o procedimento correto é encaminhar cópia da nota fiscal e imagens do produto à Eli Lilly do Brasil Ltda para análise da autenticidade.
Caso seja confirmada a falsificação, é fundamental formalizar denúncia junto aos órgãos municipais ou estaduais de vigilância sanitária, guiando-se pelas instruções da agência reguladora.
Como evitar medicamentos falsificados
Para reduzir o risco de comprar produtos falsificados, a Anvisa recomenda:
- Adquirir sempre em farmácias regularizadas, com Alvará Sanitário em local visível;
- Exigir nota fiscal eletrônica da compra;
- Evitar compras por redes sociais ou plataformas não reconhecidas;
- Consultar o fabricante oficialmente em caso de dúvida sobre lotes.
Canais oficiais para denúncia e consulta
A Anvisa disponibiliza atendimento para denúncias relacionadas a medicamentos irregulares no site oficial da agência, Ouvidoria, telefone 0800 642 9782 e pelo sistema Fale Conosco. Todos os canais asseguram sigilo e são essenciais para a proteção da saúde pública.
Condução das autoridades e novas informações
A apreensão e a proibição do uso do lote do Mounjaro se baseiam em laudos técnicos. A fiscalização segue ativa e novos desdobramentos dependem do avanço das investigações da Anvisa e autoridades estaduais.



