Estados têm mais beneficiários do Auxílio Brasil do que trabalhadores com carteira assinada

Confira características do alcance do programa social

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O Auxílio Brasil é o programa de transferência de renda do Governo Federal, que substitui o Bolsa Família desde dezembro de 2021.

A respeito do programa, foi divulgado recentemente que quase metade dos Estados do país tinha mais beneficiários do Auxílio Brasil do que trabalhadores com carteira assinada em março deste ano.

Os dados foram apurados em um levantamento dos números fornecidos pelo Ministério da Cidadania e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência.

De acordo com o resultado, observa-se que em 13 estados o número de famílias que têm apenas o Auxílio Brasil como fonte de renda é maior que o das que vivem do salário de um trabalho formal, com vínculo CLT.

A saber, compõem esse número os nove estados do Nordeste e 4 dos 7 estados da região Norte (Acre, Amazonas, Amapá e Pará).

Estados têm mais beneficiários do Auxílio Brasil do que trabalhadores com carteira assinada
Imagem: Montagem Brasil 123

Números do Auxílio Brasil e vagas com carteira assinada

As maiores diferenças entre o número de beneficiários do auxílio e empregados com carteira assinada foram observadas nos seguintes estados:

  • Maranhão (576.411 mais beneficiários do que CLT);
  • Bahia (412.290);
  • Pará (332.706);
  • Piauí (241.874);
  • Pernambuco (155.548);
  • Paraíba (188.546);
  • Alagoas (118.974);
  • Ceará (110.915).

Desemprego

O levantamento também analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE.

No primeiro trimestre, a taxa de desocupação ficou acima da taxa nacional, de 11,1%, em 13 estados e no Distrito Federal. E estão entre eles, 12 dos 13 estados que apresentam o maior número de beneficiários do Auxílio Brasil do que trabalhadores com carteira assinada.

Auxílio Brasil mínimo de R$ 400

De acordo com dados do Ministério da Cidadania, o valor médio do Auxílio Brasil foi de R$ 409,80 em março, e ao segmentar por estado, os que tiveram os maiores valores médios foram: Acre, Roraima e Amazonas.

Vale destacar que o presidente Jair Bolsonaro sancionou o Projeto de Lei que torna o valor mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil uma medida permanente, e não mais até dezembro de 2022, como inicialmente estava projetado.

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