Dólar recua após Fed descartar aumento mais intenso dos juros nos EUA

Moeda norte-americana fecha o dia em queda de 1,26%, cotada a R$ 4,90; descarte de alta mais forte dos juros americanos alivia mercados

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Os mercados globais de ativos de risco comemoraram as notícias vindas dos Estados Unidos nesta quarta-feira (4). Isso porque o Federal Reserve (Fed), banco central americano, não deverá intensificar a alta dos juros no país. Embora o anúncio tenha beneficiado os ativos de risco, fez o dólar despencar no pregão de hoje.

A saber, a moeda norte-americana ganhou força nos últimos pregões devido às expectativas crescentes de elevações mais intensas dos juros nos EUA. Em resumo, os juros mais elevados aumentam a rentabilidade de ativos atrelados ao governo. Assim, atraem mais investimento externo e fortalecem o dólar.

Contudo, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou hoje, após a reunião do banco, que uma alta mais intensa não está nos planos da entidade. O temor em relação a isso fez muitos mercados de ativos de risco amargarem fracos resultados nos últimos dias, com investidores migrando para os EUA.

Aliás, o dólar até seguia no azul, chegando a alcançar R$ 5,0356 na máxima da sessão. No entanto, o balde de água fria jogado por Powell fez a divisa reverter a trajetória e fechar o pregão em queda firme de 1,26%, cotada a R$ 4,90. No acumulado anual, o dólar tem uma desvalorização de 12,10% ante o real.

Fed eleva os juros em 0,5 ponto percentual, maior alta em 22 anos

Os juros nos EUA podem não subir tão fortemente quanto o projetado por analistas. Entretanto, não se pode negar que o cenário de 2022 é bastante incomum para o país. Em suma, o Fed elevou a taxa básica de juro da economia norte-americana em 0,50 ponto percentual, para o intervalo entre 0,75% e 1% ao ano.

A última vez que o Fed elevou os juros do país neste nível foi em maio de 2000, ou seja, há 22 anos. Apesar de intensa, a taxa veio em linha com as expectativas de especialistas.

Além disso, o Fed anunciou um programa de venda de títulos, comprados em volumes enormes nos últimos anos pelo governo americano. A saber, o governo injetava mensalmente US$ 120 bilhões no país desde o início da pandemia através da compra de títulos. Agora, a decisão é vendê-los novamente para recuperar o dinheiro e desaquecer a economia do país.

“Apesar da atividade econômica geral ter diminuído no primeiro trimestre, os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas permaneceram fortes. Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego diminuiu substancialmente”, disse o Fed em nota.

“Com o adequado fortalecimento da política monetária, o Comitê espera que a inflação volte ao seu objetivo de 2% e o mercado de trabalho continue forte”, acrescentou a entidade financeira.

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