Dólar cai pelo segundo dia seguido e volta a ficar abaixo de R$ 5,20

Sentimento global mostra retorno dos investidores à busca por ativos de risco, mas cenário político interno ainda causa preocupação

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Os investidores iniciaram a semana bastante preocupados com o aumento dos números relacionados à pandemia da Covid-19. Isso porque, após semanas de queda, a quantidade de casos e óbitos provocados pelo novo coronavírus havia voltado a subir. E, para se sentirem mais seguros, recorreram ao dólar, que disparou.

No entanto, os dois pregões seguintes fizeram a moeda americana perder um pouco da valorização conquistada na última segunda (19). A saber, a sessão de hoje (21) chegou ao fim com um recuo de 0,78%. Assim, o dólar fechou o dia cotado a R$ 5,1901. Aliás, dois dias atrás, a divisa custava R$ 5,25.

A questão não é que os números da pandemia melhoraram nestes dois dias. Contudo, investidores de renda variável sabem que os riscos são inerentes às operações do mercado, e eles não podem viver com medo. Por isso, estão voltando aos poucos a deixar o dólar de lado.

Não houve sinais nem notícias de melhoria da situação sanitária no mundo. Em contrapartida, também não houve mais notícias alarmantes, pelo menos não com novos dados. Isso foi suficiente para fazer os investidores deixarem um pouco as preocupações de lado. Mas, no Brasil, não há como esquecer tudo, uma vez que problemas não deixam de aparecer em nosso país.

Cenário político interno limita ganhos do dólar no dia

Em dias de mau humor externo, o real é um dos primeiros investimentos a serem descartados. Isso quer dizer que, em sessões mais preocupantes, os investidores, geralmente, abrem mão do real, moeda emergente que acumula maior desvalorização do ano, assim como aconteceu em 2020.

Em resumo, diversas questões internas preocupam os mercados, que vão desde a situação fiscal à política. Por falar nisso, o desgaste do governo Bolsonaro segue firme, principalmente por causa da CPI da Covid. A propósito, a comissão vem investigando as ações e omissões do governo federal no combate à pandemia da Covid-19. E, apesar de estar em recesso até o início de agosto, a comissão continua analisando centenas de documentos.

Por fim, o sentimento positivo acabou prevalecendo, impulsionados por levantamentos recentes que reforçam a retomada econômica do Brasil. Além disso, o otimismo externo também ajudou a enfraquecer o dólar, que recuou no dia. Entretando, ainda acumula avanço de 4,37% em julho e de míseros 0,06% na parcial de 2021.

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