Dólar cai nesta sexta (9), mas acumula forte alta na semana

Caos político, que se intensifica a cada dia da CPI da Covid, ajuda a enfraquecer o real frente o dólar, que encerrou a semana com a maior alta em três meses

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O dólar comercial encerrou o último pregão da semana com leve queda de 0,37% e fechou esta sexta-feira (9) cotado a R$ 5,2341. Apesar do resultado negativo nesta sessão, a moeda norte-americana acumulou ganhos firmes de 3,57% na semana.

A saber, esse é o maior avanço semanal em mais de três meses. Isso porque a última vez que o dólar acumulou uma valorização mais expressiva que esta foi na semana encerrada em 26 de março (4,73%). À época, a moeda estava cotada a R$ 5,7416.

Voltando a julho, vemos que a divisa está muito longe da casa dos R$ 5,70. Na verdade, o que mais repercute nos últimos dias não é o alto valor do dólar, mas os desdobramentos da CPI da Covid, que voltaram a colocar a crise política interna em destaque.

Em resumo, a Comissão vem analisando as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19. E os últimos dias trouxeram diversos fatos que precisam ser investigados, como um possível esquema de pagamento de propina na compra de vacinas.

Também não há como deixar de lado as acusações ao presidente Jair Bolsonaro, que supostamente sabia dos atos suspeitos, mas não fez nada para impedi-los. Em suma, o presidente está sendo acusado de prevaricação. Por isso, 46 signatários protocolaram em 30 de junho um “superpedido” de impeachment contra Bolsonaro. Este pedido unificou argumentos dos outros 123 pedidos já apresentados contra o presidente.

Dados externos influenciam dólar na semana

A cena doméstica não se mostra muito convidativa a investimentos, com escândalos em torno da pandemia. Contudo, dados externos também estão impactando o dólar. A saber, o que mais repercutiu na semana foi a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, em meados de junho.

Vale destacar que o documento não deixou claro quando o Fed começará a elevar os juros, nem quando os estímulos na economia americana começarão a cair. Ambas as medidas tiveram início em março, mês em que houve a decretação da pandemia da Covid-19.

Além disso, a retomada da maior economia do planeta segue a todo vapor. No entanto, novos temores envolvendo a pandemia estão ajudando a fortalecer o dólar. Isso porque a variante Delta do novo coronavírus, detectada inicialmente na Índia, vem elevando o número de casos da Covid em diversos países com taxas mais baixas de imunização da população.

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