Daniela Lara Cardoso Novellino, de 54 anos, teve seu desaparecimento investigado pela Polícia Civil de São Paulo após ser vista pela última vez em uma academia no Shopping Morumbi. O caso envolve trajetos monitorados e participação ativa de familiares na busca. Segundo boletim de ocorrência analisado pela CNN Brasil, a Secretaria da Segurança Pública confirmou a apuração pelo 96º Distrito Policial.
O protocolo para pessoas desaparecidas no estado é conduzido pela Delegacia de Desaparecidos, unidade especializada que utiliza imagens de câmeras, análise de itinerários e relatos de familiares para mapear os últimos passos. O procedimento elimina a exigência de aguardar 24 horas após o sumiço, conforme prevê a Lei Federal nº 11.259/2005.
Diferente do que muitos imaginam, o registro pode ser feito em qualquer delegacia, presencialmente ou por delegacia eletrônica, 24 horas por dia. Em casos que envolvem idosos, crianças ou violência familiar, o atendimento é acelerado segundo a Portaria DPPC 02/2016.

Além disso, a identificação rápida de pertences e a obtenção ágil de imagens públicas são medidas que facilitam as investigações. O uso coordenado de tecnologia de localização, conforme orienta a Polícia Civil paulista, tornou-se uma das principais ferramentas de apoio à elucidação de casos de desaparecimento.
Procedimentos e orientações em desaparecimentos em São Paulo
A Polícia Civil recomenda que familiares providenciem o boletim de ocorrência imediatamente, trazendo informações detalhadas sobre horários, hábitos e movimentação recente da pessoa desaparecida. Dados de saúde, contatos frequentes ou possíveis conflitos também auxiliam na avaliação da linha investigativa.
O acesso a sistemas de videomonitoramento e a localização via dispositivos móveis são geralmente autorizados pelo delegado responsável para agilizar buscas, especialmente em regiões de grande fluxo, como o entorno do Shopping Morumbi, onde o caso de Daniela foi registrado.
Segundo o Manual de Procedimentos da Polícia Civil de SP, não há carência temporal para formalização do desaparecimento, e a família deve manter contato frequente com a Delegacia de Desaparecidos. O órgão centraliza informações e repassa comunicados a hospitais, IMLs, abrigos e demais órgãos públicos, elevando as chances de localização.
A coordenação com órgãos municipais, equipes de saúde e redes de transporte amplia o alcance da busca, reforçando ações preventivas e de resposta rápida a novos relatos. Em 2025, o estado de São Paulo registrou mais de 4.400 boletins de desaparecimento, com cerca de 70% dos casos solucionados em menos de 30 dias, segundo dados oficiais.
Relevância da colaboração familiar e comunitária
O fornecimento correto dos dados e fotos atualizadas, assim como a divulgação em redes sociais e contato com amigos ou vizinhos, colaboram com investigações. São Paulo também integra as denúncias e registros com bancos nacionais, facilitando o cruzamento de informações interestaduais.
Campanhas governamentais como o Programa SOS Desaparecidos estimulam a mobilização social, amplificando o alcance das buscas e disseminando orientações preventivas, inclusive sobre documentação para registro em delegacias eletrônicas.
O engajamento de estabelecimentos comerciais e condomínios na liberação de imagens, como ocorreu no caso de Daniela Novellino, fortalece o trabalho policial, permitindo rastreio de deslocamentos e análise minuciosa dos eventos anteriores ao desaparecimento.
Perspectiva para o enfrentamento de desaparecimentos
O desaparecimento de adultos permanece sendo um fenômeno de múltiplas causas, de distúrbios psicológicos a conflitos familiares, exigindo sensibilidade por parte dos agentes públicos e acompanhamento multidisciplinar. O aprimoramento do uso de dados digitais e o contato próximo com familiares são apontados como avanços recentes.
A localização rápida de celulares, combinada ao cruzamento de registros bancários e movimentações em redes de transporte, fortalece as investigações e amplia a eficiência na localização de pessoas desaparecidas em São Paulo.