Defasagem dos preços praticados pela Petrobras chega a 20%

Dados da Abicom mostram que defasagem chega a R$ 0,82 na gasolina e a R$ 0,95 no diesel; Petrobras deve elevar preços dos combustíveis nesta semana

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A defasagem dos combustíveis comercializados pela Petrobras continua crescendo. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média do preço da gasolina no país chegou a 17%, enquanto a do diesel alcançou 16%.

Ao considerar a estatal, a defasagem é ainda maior, de 20% em relação à gasolina e de 19% no caso do diesel. Em outras palavras, a Petrobras vende combustíveis mais baratos que os preços internacionais. E isso representa prejuízo para a estatal, que importa combustíveis para comercializar no Brasil.

Em números absolutos, importadores afirmam que a Petrobras terá que elevar o preço do litro da gasolina em R$ 0,82 e do diesel em R$ 0,95. Isso representaria um aumento de 21,24% no preço da gasolina e de 19,35% no diesel. Então, os motoristas do país devem se preparar para reajustes próximos destas marcas.

Petrobras deve elevar combustíveis ainda nesta semana

Vale destacar que a equipe econômica do governo federal acredita que a Petrobras elevará os preços dos combustíveis ainda nesta semana. Isso deverá acontecer devido à política de preços adotada pela Petrobras desde 2016, no governo de Michel Temer.

Em resumo, a Petrobras segue o mercado externo para promover reajustes nos combustíveis. Assim, as variações do barril de petróleo e as oscilações do dólar influenciam diretamente nos preços dos combustíveis no país.

Nesta terça-feira (14), o dólar comercial subiu pelo sétimo pregão consecutivo e fechou o dia cotado a R$ 5,1333, maior patamar desde 12 de maio (R$ 5,1395). Por outro lado, o barril de petróleo Brent, que é a referência mundial, recuou 0,89%, para US$ 121,17.

Embora tenha recuado na sessão, o petróleo acumula ganhos superiores a 53% em 2022. Já o dólar, que registrava uma desvalorização de quase 15% em 31 de maio, reduziu as perdas para pouco menos de 8% graças ao forte resultado de junho.

Esse cenário preocupa o governo, visto que o presidente Jair Bolsonaro quer congelar os preços dos combustíveis até as eleições, em outubro. No entanto, isso provavelmente não acontecerá.

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