Covid-19: procuradoria vai investigar suspeita de propina em negociação de vacinas

O caso do suposto pedido de propina será investigado pela Procuradoria da República, que determinou a abertura de inquérito civil para apurar o fato

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O caso do suposto pedido de propina de US$ 1 por dose na compra de vacinas da farmacêutica AstraZeneca será investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal, que determinou nesta sexta-feira (23) a abertura de inquérito civil para apurar o fato.

De acordo com o órgão, os procuradores analisarão indícios de improbidade administrativa a partir dos atos praticados pelo até então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e outros agentes públicos.

“Agentes privados também serão investigados, todos em razão de suposta solicitação de vantagem econômica indevida de US$ 1,00 por dose de vacina, em negociação para aquisição de vacinas contra a Covid-19, travada com Luiz Paulo Dominguetti Perreira, que seria o suposto representante da Davati”, revelou em nota a procuradoria.

Conforme aponta a procuradora Melina Flores, os membros do órgão analisaram, de forma preliminar, inúmeros indícios e, a partir disso, constataram que existem, sim, elementos para a abertura formal de uma investigação, pois será necessário aprofundar o caso das vacinas com diligências.

Logo após a divulgação da investigação, Roberto Dias publicou uma nota dizendo que “a abertura de inquérito civil pela Procuradoria da República no DF para investigar o suposto pedido de propina foi recebido como uma oportunidade ímpar”.

De acordo com ele, a partir do inquérito, será possível esclarecer os fatos que, na visão do ex-diretor, são falsos e foram arquitetados por Dominguetti. “Será uma oportunidade de manifestação de todos envolvidos para desmascarar a mentira criada por Luís Dominguetti”, disse o comunicado.

Relembre o caso das vacinas

Roberto Dias foi exonerado do Ministério da Saúde no dia 29 de junho, depois que Dominghetti revelou, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, que teria recebido um pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina do até então diretor para a empresa assinar contrato com a pasta.

Em depoimento na CPI da Covid-19, Dominghetti explicou que membros do Ministério da Saúde o procuraram para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, informação negada veementemente por Roberto Dias, que prestou depoimento à Comissão e teve problemas.

Isso porque, na oportunidade, ele acabou sendo preso por ordem do senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Covid-19, que o acusou de falso testemunho. Todavia, a estadia de Roberto Dias na cadeia durou pouco, visto que,  algumas horas depois, ele pagou uma fiança de R$ 1,1 mil e foi liberado.

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