Quem envia cartas, cartões postais ou telegramas pelos Correios já paga mais caro a partir desta semana. A estatal aplicou um reajuste que entrou em vigor no sábado (12/04), mas o aumento não atinge todos os serviços da empresa — e entender essa diferença pode evitar sustos na hora de calcular custos de envio.
O que mudou nos preços dos Correios
O Ministério das Comunicações autorizou um reajuste de 4,05% nos serviços postais e telegráficos, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (10/04). O percentual corresponde à variação do IPCA entre janeiro e dezembro de 2025.
O MCom destacou que o índice ficou abaixo da inflação total do período. A pasta justificou a decisão como forma de manter o acesso universal aos serviços postais com preços acessíveis.

Serviços incluídos no reajuste
O aumento atinge apenas os serviços que a legislação postal classifica como monopólio dos Correios:
- Cartas nacionais e internacionais
- Cartões postais
- Telegramas dentro do Brasil
Encomendas ficam de fora. Quem usa os Correios para enviar pacotes, sedex ou outros serviços de entrega não sofre impacto com essa atualização tarifária.
Como os Correios calculam o reajuste
A Portaria nº 386/2018, do antigo Ministério da Fazenda, define a metodologia. O cálculo considera a inflação oficial e desconta um fator de produtividade. Esse mecanismo busca equilibrar a sustentabilidade financeira da empresa com valores acessíveis para a população.
A portaria do MCom permite que os Correios apliquem o reajuste de forma linear sobre todas as tarifas dos serviços afetados.
Onde consultar os novos valores
Os Correios ficam obrigados a publicar a tabela atualizada em seu portal oficial. A divulgação deve incluir também os grupos de países usados como referência para tarifas internacionais.
Clientes podem acessar o site correios.com.br para verificar os preços antes de realizar envios.
