Confiança do empresário do comércio cai em setembro, diz CNC

Recuo acontece após três meses seguidos de avanço; índice se mantém em zona de satisfação, acima dos 100 pontos, pelo terceiro mês consecutivo

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta terça-feira (21) os dados mais recentes do seu levantamento. A saber, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 0,4% em setembro deste ano, na comparação com o mês anterior.

O recuo acontece após três meses seguidos de avanço do Icec. Aliás, com o acréscimo do resultado, o indicador avançou recuou para 119,3 pontos. Embora tenha caído, a confiança dos comerciantes permaneceu na zona de satisfação, acima dos 100 pontos, pela terceira vez consecutiva.

Em resumo, o Icec já recuperou as perdas expressivas registradas desde o início da pandemia da Covid-19, em março do ano passado. A propósito, o indicador atingiu a mínima histórica em junho de 2020 (66,7 pontos), quando despencou 28,6% em relação a maio.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os comerciantes deixam cada vez mais a crise sanitária para trás. Contudo, Tadros pondera que ainda há muito o que fazer para a economia brasileira voltar a apresentar níveis mais elevados de crescimento.

“A queda da confiança empresarial pode estar associada à pressão sobre os custos advinda da alta dos combustíveis e do aumento da tarifa de energia elétrica, por conta da crise hídrica, além de refletir as expectativas com relação aos efeitos da inflação sobre o consumo”, ponderou Tadros.

Componentes do Icec caem em setembro

Segundo a CNC, todos os componentes do Icec recuaram em setembro. A saber, a última vez que isso havia acontecido foi em abril, quando índice afundou 6,4%. Os destaques do mês ficaram com os componentes de expectativa do empresário (-0,9%), intenções de investimentos (-0,7%) e condições atuais do empresário (-0,3%), único índice abaixo dos 100 pontos, ou seja, na zona de insatisfação.

Por fim, a economista da CNC, Izis Ferreira, ressaltou que, em abril, o que derrubou o índice foi uma nova onda da Covid-19 no país. No entanto, desta vez, a queda não ocorreu por causa disso. “Está associada a uma relativa acomodação, em que fatores como a inflação, desocupação ainda elevada, e o aumento dos juros estão contribuindo para a deterioração das expectativas em geral”, disse.

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