Ciro Gomes diz que política da Petrobras é “calhorda” após empresa ter distribuído lucro de R$ 88 bilhões a acionistas

Ciro Gome voltou a dizer que é uma alternativa aos dois que lideram as pesquisas de intenções de voto atualmente: Lula e Bolsonaro

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Ciro Gomes (PDT), candidato à presidência da República, criticou nesta sexta-feira (29) a política da Petrobras, que anunciou que vai distribuir um lucro de R$ 88 bilhões para os seus acionistas. Para o ex-governador do Ceará, a atitude da empresa deve ser classificada como uma “calhorda”. Destes R$ 88 bilhões, 37%, isto é, R$ 32,4 bilhões, vão para o acionista majoritário da companhia, que é o governo federal. Já os minoritários receberão os 63% restantes, ou seja, R$ 55,6 bilhões.

“Qual o efeito da taxa de juros sobre os preços da Petrobras? Numa política calhorda que distribuiu ontem R$ 88 bilhões de lucro antecipado para os acionistas minoritários, que hegemonizaram a Petrobras porque o Lula e o FHC entregaram 60% do capital não votante da Petrobras aos banqueiros”, disparou Ciro Gomes.

A declaração do ex-governador foi feita durante sua participação no encontro da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília, no Distrito Federal.  Na ocasião, Ciro Gome voltou a dizer que é uma alternativa aos dois que lideram as pesquisas de intenções de voto atualmente: o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL).

“Eu estou pedindo para o Lula refletir sobre isso, senão ele vai destruir a biografia dele. Se eu não conseguir salvar o país dessa tragédia, ele vai para lá”, começou Ciro Gomes. “Chegar ali dizendo que ‘picanha e cerveja vão voltar’, na memória afetiva, e nós todos pequenos burgueses felizes que nos livramos do fascista malcriado”, completou o ex-governador.

Por fim, ele ainda disse que a tarefa não é somente liberar o Brasil do “fascista malcriado”, uma clara alusão a Bolsonaro. “Nossa tarefa é botar alguma coisa no lugar da terra arrasada que nós estamos. Se o povo brasileiro perceber, eu creio que tenho chance. Senão, quero ter lugar na história de quem procurou avisar antes e se entregar inteiro aos riscos inerentes a propor uma mudança”, concluiu o candidato.

Assim como publicou o Brasil123, Ciro Gomes afirmou que essa será a última eleição para presidente que ele irá participar caso não vença. O ex-governador esteve presente nas eleições de 1998, 2002 e 2018. Em nenhuma delas ele conseguiu ir para o segundo turno. Sua melhor colocação foi nas últimas eleições, quando ele somou 12 pontos percentuais.

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