Bolsonaro estuda recriar o Ministério do Trabalho

Durante sua campanha eleitoral, Bolsonaro pregou que o número elevado de ministérios era ineficiente e abria margem para corrupção

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revelou, nesta quarta-feira (21), que deverá promover uma “pequena mudança ministerial” na próxima segunda-feira (26). Dentre essas mudanças está a recriação do Ministério do Trabalho, extinto em 2019.

De acordo com o chefe do Executivo em entrevista à rádio Jovem Pan de Itapetininga, o ato será importante para “continuar administrando o país”.

“Estamos trabalhando, inclusive, uma pequena mudança ministerial, que deve ocorrer na segunda-feira, para ser mais preciso, e para a gente continuar aqui administrando o Brasil. Temos uma enorme responsabilidade, sabia que o trabalho não ia ser fácil, mas realmente é muito difícil. Não recomendo essa cadeira para os meus amigos”, afirmou Bolsonaro.

De acordo com informações divulgadas pela jornalista “Natuza Nery”, em seu blog, dentre as mudanças possíveis está a volta do Ministério do Trabalho, extinto pelo próprio presidente em 2019. Ainda conforme a comunicadora, a nova/antiga pasta seria comandada por Onyx Lorenzoni, atualmente ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Com a ida de Onyx para o Ministério do Trabalho, Luiz Eduardo Ramos, chefe da Casa Civil, assumiria seu posto na Secretaria-Geral da Presidência. Já a Casa Civil seria assumida pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão, grupo criticado por Bolsonaro em sua campanha, mas hoje aliado do chefe do Executivo.

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De acordo com o Bolsonaro, a mudança será importante para “continuar administrando o país”. (Foto: reprodução)

De acordo com a jornalista, a ida do senador ao ministério nada mais é do que uma tentativa da gestão de Bolsonaro de melhorar a relação com o Senado. Segundo ela, essa tentativa acontece, sobretudo, por conta das investigações da CPI da Covid-19, que hoje é comandada por parlamentares de oposição e tem desgastado o governo.

Promessa de Bolsonaro não foi cumprida 

Durante sua campanha eleitoral, em 2018, Bolsonaro pregou que o número elevado de ministérios era ineficiente e abria margem para corrupção. À época, o Brasil tinha 23 ministérios, tendo o até então candidato prometido enxugar este número para 15.

“O quadro atual deve ser visto como o resultado da forma perniciosa e corrupta de se fazer política nas últimas décadas, caracterizada pelo loteamento do Estado, o popular ‘toma lá-dá-cá’”, defendeu Bolsonaro durante as eleições.

Todavia, pouco mais de três anos depois, a gestão de Bolsonaro tem em sua lista 22 ministérios ativos, podendo chegar a 23 com a iminente possibilidade da pasta do Trabalho voltar às atividades. Com isso, serão oito pastas a mais do que o prometido pelo atual presidente da república.

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