Bolsonaro estará na lista de indiciados no relatório da CPI da Covid, diz Renan

Relator afirmou que “com certeza” o presidente será indiciado “pelo que praticou”

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Nesta terça-feira (5), o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que “com certeza” o presidente Jair Bolsonaro estará na lista de indiciados no relatório final da Comissão.

“Com certeza será [indiciado]. Nós não vamos falar grosso na investigação e miar no relatório. Ele com certeza será, sim [indiciado] pelo que praticou”, disse o senador a jornalistas antes do início da sessão da CPI desta terça.

Renan já havia dito que, em sua avaliação, Bolsonaro cometeu crime de corrupção durante as negociações para comprar 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin por R$ 1,6 bilhões. O relator da CPI também acredita que o presidente prevaricou ao não dar seguimento às denúncias envolvendo a compra do imunizante.

Além de Bolsonaro, relatório da CPI da Covid deve ter mais de 30 indiciados

Na reta final dos trabalhos, a CPI da Covid receberá novos depoentes durante a semana, conforme anunciado pelo presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) na última quinta-feira (30). Então, a partir de 15 de outubro o relatório final deve ser concluído. Já a leitura está marcada para o dia 19 de outubro e a votação para dia 20.

“Ainda não há uma quantificação de indiciados, mas será um pouco mais de 30.”, adiantou Renan Calheiros.

“Uma informação muito importante é que nós vamos mandar para a Procuradoria Geral da República (PGR) apenas o que couber a ela. E vamos destrinchar [o relatório] para mandar para o Tribunal de Contas da União (TCU), para o Ministério Público do Distrito Federal, o de São Paulo e de outros estados os outros aspectos do próprio relatório.”, acrescentou o relator da CPI da Covid.

“A PGR vai avaliar no prazo de 30 dias, segundo a legislação, aqueles que tiverem foro especial, que, portanto, devem ser examinados por ela. Vamos adicionalmente entregar os elementos probantes juntados ao longo dos nossos trabalhos tanto à comissão parlamentar de inquérito da Câmara Municipal de São Paulo quanto a da ALESP e ao MP do Estado de São Paulo também”, concluiu Renan.

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