Bolsonaro contesta sistema de votação e TSE responde

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O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que seu partido buscará uma auditoria do sistema de votação eletrônica do país antes das próximas eleições, tendo em vista o medo do político em um possível resultado fraudulento.

Discurso de Bolsonaro 

“Conforme permitido pela lei eleitoral, vamos contratar uma empresa para fazer a auditoria”, disse Bolsonaro durante transmissão ao vivo em suas redes sociais. “As pessoas querem eleições transparentes nas quais os votos sejam efetivamente contados para seu candidato”. Críticos e analistas levantaram a preocupação de que Bolsonaro esteja preparando as bases para contestar os resultados das eleições de outubro, caso ele perca. 

Não é de hoje que Bolsonaro vem protestando contra o sistema de votação brasileiro. Em 2015, Bolsonaro propôs uma emenda constitucional exigindo que máquinas eletrônicas imprimissem um registro de cada voto, que seria depositado em uma urna. Bolsonaro argumentou na época que a redundância reduziria a “chance de fraude a zero”. Os críticos temem que, assim como o presidente Donald J. Trump convenceu muitos apoiadores de que sua vitória de 2020 foi roubada, Bolsonaro está se preparando para uma derrota eleitoral em outubro de 2022.

Sugestões das forças armadas

Bolsonaro disse que as forças armadas fizeram nove recomendações ao tribunal eleitoral do Brasil para melhorar o sistema, mas ainda não receberam uma resposta. “Inicialmente eles (as forças armadas) levantaram centenas de vulnerabilidades para passar por isso com um pente fino. Já faz muito tempo…Se as cédulas eletrônicas são inexpugnáveis, por que eles (o tribunal eleitoral) estão preocupados?”, disse o presidente.

“O chefe do tribunal eleitoral deve agradecer, tomar as medidas necessárias, discutir com a equipe das Forças Armadas para que as eleições sejam realizadas sem qualquer suspeita”. Ele acrescentou que as Forças Armadas “não vão desempenhar o papel de apenas carimbar o processo eleitoral, ou participar como espectadores”.

CIA e sistema eleitoral

Na transmissão, o conselheiro de Bolsonaro, general aposentado do Exército Augusto Heleno, negou relatos de que a CIA instou altos funcionários brasileiros a impedir que Bolsonaro minasse a confiança no relatório do sistema de votação. Durante a transmissão, um conselheiro de Bolsonaro, general aposentado do Exército Augusto Heleno, também negou uma reportagem que a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) havia solicitado às principais autoridades brasileiras para impedir que Bolsonaro minasse a confiança no sistema de votação.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, se recusou a comentar qualquer coisa que o diretor da CIA, Bill Burns, possa ter dito a Bolsonaro ou a outros. No entanto, ele disse que “é importante que os brasileiros, enquanto esperam suas eleições no final deste ano, tenham confiança em seus sistemas eleitorais e que o Brasil mais uma vez esteja em condições de demonstrar ao mundo através dessas eleições a força duradoura da democracia brasileira”.

TSE responde 

Depois que o presidente Jair Bolsonaro falou em auditar a eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que os partidos poderiam realizar suas próprias verificações. Em breve nota, o TSE disse que a lei eleitoral prevê a fiscalização das eleições e que os partidos políticos podem realizar suas próprias auditorias por meio do Cadastro Digital Eleitoral (RDV). “Lembramos, ainda, que qualquer cidadão pode fazer sua própria auditoria por meio do Boletim de Urna, emitido pelo mesário ao final da votação e divulgado nas seções eleitorais e no site do TSE”, explicou a Corte.

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