Arrecadação federal em 2021 é a maior da história

União fecha ano com R$ 1,878 trilhão arrecadados; após correção da inflação, valor chega a R$ 1,971 trilhão, alta real de 17,36% em relação a 2020

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A Receita Federal informou nesta terça-feira (25) que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais somou R$ 1,878 trilhão em 2021. Após correção pela inflação, a arrecadação chegou a R$ 1,971 trilhão, maior valor já registrado pela série histórica iniciada em 1995.

Em resumo, houve uma alta real de 17,36% do valor corrigido, na comparação com a arrecadação registrada em 2020 (R$ 1,679 trilhão). Aliás, vale ressaltar que o levantamento faz a correção da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 10,06% em 2022.

A propósito, a arrecadação em dezembro somou R$ 193,902 bilhões. O valor representa uma alta real de 10,76% na comparação com o mesmo mês de 2020 (R$ 175,068 bilhões, após correção pela inflação). Esse também é o maior valor para o mês de dezembro desde o início da série histórica, há 26 anos.

Veja mais detalhes da arrecadação em 2021

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação federal teve um forte desempenho em 2021 devido a diversos fatores. O primeiro deles foram as expectativas de crescimento acima de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, após o tombo de 2020 por causa da pandemia da Covid-19.

A saber, o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), cuja validade seguiu do dia 20 de setembro em diante, ajudou a impulsionar a arrecadação. Aliás, a equipe econômica do governo informou, à época, que o objetivo da medida era custear o Auxílio Brasil nos dois últimos meses de 2021.

Além disso, a Receita Federal citou os fatores não recorrentes, que não acontecerão em outros anos, que melhoraram a arrecadação no ano passado. Em suma, o recolhimento de aproximadamente R$ 40 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) superou em muito o valor de 2020 (R$ 8 bilhões).

“Tivemos um aumento muito expressivo [no recolhimento] dos tributos que incidem sobre lucros e rendimentos das empresas. Isso sinaliza que as empresas tiveram lucratividade crescente em 2021 (…) Tivemos também um aumento na renda das famílias, o IRPF teve crescimento de 25% em 2021”, disse Julio Cesar Vieira Gomes, secretário da Receita Federal.

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