Alexandre de Moraes afirma que a Justiça Eleitoral agirá contra milícias digitais nas eleições

Alexandre de Moraes afirmou que as milícias digitais atuam com o intuito de deslegitimar os três pilares das sociedades ocidentais

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Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que a Justiça Eleitoral agirá com o objetivo de barrar a ação de milícias digitais durante as eleições deste ano.

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A declaração do ministro, que vai assumir o TSE em agosto deste ano no lugar de Edson Fachin, foi feita no sábado (21), enquanto ele participava de um evento organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“O que a Justiça Eleitoral vai garantir é que o voto colocado na urna eletrônica seja o voto computado e que esse voto colocado não sofra coação das milícias digitais. É isso que nós vamos garantir”, disse o ministro. Em outro momento, Alexandre de Moraes afirmou que as milícias digitais atuam com o intuito de deslegitimar três pilares das sociedades ocidentais:

  • A imprensa;
  • As eleições diretas e periódicas;
  • E o Poder Judiciário independente.

Durante seu discurso, o ministro destacou que, em 2018, o Judiciário não tinha noção do tamanho das milícias e que, por isso, elas acabaram sendo subestimadas. Já neste ano, sabe-se do poder que elas têm e, nesse sentido, a intenção é impedi-las de agir.

“Agora nós conhecemos o mecanismo. O grande desafio vai ser dar uma resposta rápida, para verificar, brecar e sancionar, para não deixar isso proliferar às vésperas da eleição”, disse Alexandre de Moraes, relatando ainda que as milícias digitais vão atuar para deslegitimar as eleições, independentemente da forma de como ela ocorra.

“O problema não é o voto pelo correio, o voto escrito, a urna eletrônica. O problema dessas milícias é atacar a legitimidade das eleições. Pegam o instrumento das eleições e atacam. Se mudar o instrumento, vão continuar atacando para deslegitimar”, afirma.

Por fim, o próximo ministro do TSE diz que o foco das eleições, para a Justiça Eleitoral, é garantir a lisura do processo. “Pouco importa quem vai vencer as eleições, desde que não utilizem mecanismos fraudulentos, que respeitem a democracia e a Constituição”, diz Alexandre de Moraes.

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