Acusado de matar Marielle, Ronnie Lessa é condenado por destruição de provas

O MPRJ informou que é possível que entre as armas despejadas esteja a submetralhadora utilizada para matar Marielle

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O ex-PM Ronnie Lessa, acusado de matar vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, foi condenado, junto com sua esposa, o cunhado e dois amigos, pelo crime de destruição de provas. Em nota, divulgada neste sábado (10), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que é possível que entre as armas despejadas esteja a submetralhadora utilizada para matar Marielle.

Tanto Ronnie quanto os outros envolvidos foram condenados a quatro anos de prisão em regime aberto. Todavia, como o ex-PM continua respondendo pelo assassinato, ele segue preso na cadeia de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Já os outros responderão em liberdade. Ainda segundo o MPJR, os presos são:

  • Ronnie Lessa, preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte;
  • Elaine Lessa, mulher de Ronnie, que também é dona do apartamento onde as armas estavam;
  • Márcio Montavano, o Márcio Gordo, teria tirado as caixas de armas de dentro do apartamento de Ronnie e Elaine
  • Lessa;
  • Bruno Figueiredo, irmão de Elaine, suspeito de ajudar Márcio na execução do plano;
  • Josinaldo Freitas, o Djaca, teria jogado as armas no mar.
ronnie marielle
O MPRJ informou que é possível que entre as armas despejadas esteja a submetralhadora utilizada para matar Marielle. (Foto: reprodução)

Arma usada na morte de Marielle 

De acordo com as investigações, as armas usadas na morte de Marielle Franco foram retiradas de um apartamento de Ronnie Lessa na Taquara, dias antes da sua prisão, em 2019, e nunca foram encontradas.

Durante um depoimento, um pescador, que teria flagrado o descarte de armas, contou que um comparsa de Ronnie Lessa contratou seu barco e jogou seis armas no mar perto das Ilhas Tijucas, no Rio de Janeiro. Para a polícia, esse contratante do barco é Márcio Gordo, e entre as armas estava a submetralhadora HK MP5 usada para matar Marielle e Anderson.

De acordo com um documento revelado pela “TV Globo”, ainda em 2019, um sonar da Marinha detectou nove objetos no fundo do mar em um local próximo às Ilhas Tijucas. Conforme o texto, os equipamentos utilizados, eram alvos com tamanhos aproximados de 50 centímetros a dois metros, e estão numa profundidade de 15 a 30 metros.

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