Vendas de produtos à base de cannabis medicinal para importação disparam

Brasil registra aumento de 110% nas novas autorizações para importação concedidas em 2021, impulsionadas pela simplificação do processo de importação

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As vendas de produtos à base de cannabis medicinal de importação cresceram 110% em 2021, na comparação com o ano anterior. De acordo com a Associação Brasileira da Industria de Canabinoides (BRCANN), o país concedeu 40.191 novas autorizações para importação no ano passado.

A entidade destaca que a chegada de novos produtos às farmácias do país aconteceu graças aos investimentos no setor. Em resumo, empresas do setor em educação médica continuada ajudaram a impulsionar as vendas no ano passado.

Além disso, as autorizações sanitárias também tiveram papel fundamental para o forte crescimento dos números, segundo a BRCANN. Ambos os fatores refletem a confiança de médicos e pacientes no uso de produtos à base de cannabis medicinal de importação.

“A chegada de produtos de cannabis nas farmácias tradicionais tem despertado maior interesse sobre os tratamentos e impulsionado as prescrições”, explicou o diretor-executivo da BRCANN, Tarso Araujo, em nota.

A saber, a simplificação do processo de importação também permitiu o crescimento das vendas em 2021. Em suma, a regulamentação do setor estendeu o prazo para renovação das autorizações para dois anos. Isso contribuiu para o avanço do mercado, e a expectativa é que os números continuem subindo.

Veja os estados que mais concederam autorizações

O levantamento da BRCANN também também revelou que houve 75.203 autorizações concedidas entre 2015 e 2021. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, mais o Distrito Federal, somaram 72,8% dos pedidos. Aliás, as dez Unidades Federativas (UFs) com mais autorizações responderam por 90% do total do país.

Em contrapartida, Alagoas teve a menor média de autorizações para a venda de produtos à base de cannabis medicinal de importação, com 5,1 pacientes por 100 mil habitantes. Na sequência, ficaram: Maranhão (7,3), Ceará (7,4), Pará (7,7) e Acre (7,8).

“São territórios onde a informação sobre o potencial terapêutico dos canabinoides ainda é pouco difundida. Isso revela o quanto o setor tem potencial para crescer”, destacou Araujo.

Por fim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite a venda de 15 produtos à base de cannabis em farmácias do país. No entanto, boa parte desses produtos só deverá chegar às prateleiras a partir do segundo semestre. A BRCANN ressalta que a oferta limita ainda faz muitos pacientes recorrerem às importações.

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