Vendas de imóveis novos crescem 12,8% em 2021

Estudo Indicadores Imobiliários Nacionais revela que lançamentos e vendas sofreram no segundo semestre com alta dos custos dos insumos da construção

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As vendas de imóveis novos no Brasil cresceram 12,8% em 2021, na comparação com o ano anterior. A saber, os lançamentos do mercado imobiliário brasileiro avançaram ainda mais no ano passado (+25,9%). Já a oferta final, caracterizada pelos imóveis não vendidos, cresceu 3,8% em um ano.

Todos estes dados fazem parte do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 4º trimestre de 2021. Em suma, a pesquisa foi realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e elo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional). O estudo também contou com a parceria da Brain Inteligência Estratégica.

De acordo com o presidente da CBIC, José Carlos Martins, a construção civil do país vem sofrendo com a “ausência de mão de obra”. Ele afirmou que o setor “está muito aquecido”, mas disse que a escassez de mão de obra é o “maior problema” atual da construção.

“Em 2020 e no primeiro semestre de 2021, as vendas foram muito boas e batemos recordes atrás de recordes. Os números consolidados de 2021 são positivos, mas isso precisa ser lido com atenção, porque no último trimestre a curva estabiliza e começa a reduzir”, disse Carlos Martins.

Veja mais detalhes do estudo

Além disso, o estudo revelou que as vendas e lançamento de imóveis novos sofreram fortemente no segundo semestre de 2021. Em resumo, isso ocorreu devido aos altos custos dos insumos da construção civil. Ao mesmo tempo, o poder de compra das famílias também reduz expressivamente no ano passado.

“Lá atrás, falávamos que o aumento de custo não era compatível com o aumento de renda das pessoas. O IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] deve estar girando em torno de 10%, o Índice da Construção Civil está em torno de 20%, ou seja, o custo da construção subiu muito mais do que a capacidade de reposição dos salários”, acrescentou Carlos Martins.

O estudo também revelou que o indicador sobre intenção de compra de imóveis pela população se manteve estável. A saber, 5% da população afirmou que pretende comprar imóveis. Por outro lado, 62% dos brasileiros não têm intenção de compra, enquanto 20% têm intenção, mas não iniciaram sua procura.

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