Preços da indústria química brasileira disparam 60% em 2021

Variação é a segunda maior no ano; setor também exerce segundo maior impacto no IPP entre janeiro e novembro de 2021 e no acumulado de 12 meses

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Os preços da indústria química do país encerraram novembro em alta de 4,90%, na comparação com o mês anterior. Com isso, a atividade passa a acumular uma expressiva variação de 60,03% em 2021. A propósito, essa é a segunda maior alta entre as atividades pesquisadas, atrás apenas de refino de petróleo e produtos de álcool, que disparou 71,04% no ano.

A indústria química também exerceu o segundo maior impacto (4,81 ponto percentual) no Índice de Preços ao Produtor (IPP) entre janeiro e novembro de 2021. A saber, o índice variou 1,31% em novembro e acumula um avanço de 28,36% no ano. E a indústria química é responsável por 16,96% de toda essa variação.

Da mesma forma, as indústrias químicas também exerceram o segundo maior impacto no IPP dos últimos 12 meses (4,86 p.p.). Em ambas as comparações a atividade de refino de petróleo e produtos de álcool exerceu a maior influência, de 5,99 p.p. em 2021 e 6,44 p.p. em 12 meses.

Esses dados compõem o IPP, cujo levantamento é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em resumo, o índice analisa o progresso dos preços dos produtos na “porta da fábrica”. Isso quer dizer que os valores não sofrem variação com impostos e frete.

Na verdade, o IBGE mede a evolução de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, abrangendo bens de capital, intermediários e de consumo separadamente. Ao mesmo tempo, os subgrupos de bens duráveis e não-duráveis também passam por análise. Assim, as informações chegam mais precisas e segmentadas ao mercado, segundo o IBGE.

Veja o que vem impulsionando os preços da indústria química

De acordo com o IBGE, os preços da indústria química estão muito elevados nos últimos tempos devido a dois fatores principais. O primeiro deles é a forte variação de preços internacionais de diversas matérias-primas do setor. Já o segundo é a demanda aquecida por produtos químicos, configurada pelo aumento das buscas por itens desta atividade.

“O setor se destacou por ter a terceira maior variação de preços no mês, e a segunda nos acumulados do ano e em 12 meses. Além disso, em termos de influência, foi a segunda maior no mês e repetiu a posição no acumulado do ano”, disse o IBGE.

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